Pisar sobre folhas,
ouvir o estalo dos gravetos,
carregar um cesto
com ramos de alfazema e alecrim,
Deixar, ao acaso, uma lágrima cair…
Talvez uma lembrança de mim
ou saudades de ti.
Ou do teu ontem encantatório,
hoje, roído por traças e cupins.
Não choro por ti.
Há a partida dos que ficam
estáticos no espaço geográfico,
são laços distendidos, espatifados,
ausências sintomáticas de algo findo.
Doloridos espasmos de desencantos.
Há os que ficam,
embora estejam distantes daqui.
Assim é a estrela luminar,
milhões de anos a navegar no meio interestelar
para um dia pousar, aqui, na luz do meu olhar.
Lembra de mim!
Basta lembrar.
E o algoritmo cósmico irá nos conectar,
o diapasão de uma orquestra irá acionar.
A festa da vida é algo ímpar,
rodopiando além da forma
para jardins de alegrias florir.
Florir, perfumar e encantar.