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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Giovana Devisate > As telas engolem o tempo
Giovana Devisate

As telas engolem o tempo

Giovana Devisate
Ultima atualização: 30 de novembro de 2025 às 01:32
Por Giovana Devisate 3 horas atrás
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Giovana Devisate
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A geração dos nossos avós se arrepende de tanto trabalhar e a nossa vai se arrepender, no futuro, de ter passado tanto tempo encarando os celulares. Li isso numa publicação, que aleatoriamente apareceu para mim no Instagram. Consegui ler rapidamente, antes que a página atualizasse, então não conheço a autoria. A tecnologia nos traz benefícios e facilidades, tanto para a economia quanto para a sociedade, em diversos campos, mas o uso excessivo de aparelhos eletônicos pode causar grandes problemas para a nossa saúde física e mental.
Acredito que jovens estão sendo diagnosticados com TDAH, mas podem só estar sofrendo as consequências do abuso de telas, com redes sociais, jogos e estímulos rápidos que causa impactos negativos na aprendizagem e no comportamento.
Isso me afetou. Fui fazer uma pesquisa rápida e descobri que o brasileiro passa, em média, 9 horas por dia usando o celular. Segundo dados publicados pela USP, esse tempo de tela seria equivalente a pouco mais de 56% do dia de uma pessoa, já que ficamos acordados por cerca de 16 horas.
Nessa pesquisa publicada pela USP em 2023, feita pela Electronics Hub, os dados revelam que o Brasil está em segundo lugar no ranking, ficando atrás da Africa do Sul e à frente da Filipinas, que ganha a terceira colocação nessa disputa relativa ao universo digital. Em último lugar encontra-se o Japão.
Fiquei pensando em como isso fala sobre os nossos dias, as nossas horas de trabalho, os nossos minutos de lazer… Como tentamos preencher todos os segundos com qualquer coisa que nos desvie do mundo real.
Me lembrei que precisei fazer uma ultrassonografia há duas semanas. Acho que tinham umas dez pessoas na sala de espera, mas me recordo bem de dois casais de idosos e de um casal com uma criança de quatro ou cinco anos. Eu me sentei na poltrona embaixo do ar condicionado, para fugir da direção do fluxo, porque a sala estava muito gelada. Dali, eu via todos eles: ninguém conversava ou olhava para a televisão, mas todos seguravam seus respectivos celulares. A criança era a única que escapava disso, porque tinha um quadro mágico com o qual brincava sentada na cadeira entre os pais.
Durante toda a minha infância e, talvez, até uns seis ou sete anos atrás, era comum ver revistas nas salas de espera de médicos, laboratórios e consultórios em geral. Caras, Veja, Vogue, Cláudia, Elle, Quatro Rodas… Sempre tinha pelo menos umas três em alguma mesinha ou porta-revistas. Entendo que algumas coisas mudaram com a pandemia: esse tipo de material disponível a todos talvez seja um veículo de contágio. Ainda assim, era comum.
Com o tempo e os avanços das tecnologias, as televisões passaram a ser mais interessantes do que as revistas, tornando-se uma grande distração e sendo indispensáveis nesse contexto. Normalmente, estão em canais como Off ou National Geographic, que despertam a curiosidade mesmo se estiverem sem som…
Antes, se não era revista ou televisão, conversávamos com os outros nas salas de espera da vida. A gente puxava assunto, perguntava coisas, pedia indicação de outras, papeava sobre amenidades… Mesmo tendo essa chance, independentemente de qual seja a razão, ainda preferimos olhar para os celulares.
Nós acordamos e já pegamos o celular. Dormimos com eles carregando perto da nossa cabeça, mesmo que faça mal, porque causa ansiedade pensar em ficar longe dos aparelhos. A gente sempre se pergunta, quando a bateria está acabando e ainda não temos perspectiva de conseguir carregar na rua, o que faremos se acontencer alguma coisa.
Vivemos em uma eterna angústia sobre necessidades irreais: e se eu precisar falar com alguém? E se precisarem falar comigo? O que está acontecendo no mundo que é tão imperdível assim, a ponto de me fazer sacrificar horas do meu dia para descobrir, ainda que não esteja acontecendo nada? É o tal do feed infinito, do eterno scrolling… A gente quer ver tudo que existe ali, mas o conteúdo não tem fim.
Algumas pessoas mais velhas, creio, ainda conseguem separar um pouco a existência física da virtual e, inclusive, ficar mais tempo sem precisar olhar as horas e checar se está tudo bem com o mundo através das redes sociais. Porém, sinto que a nossa geração anda perdendo tempo com coisas que não fazem tanto sentido nem tem real valor.
É como se estivéssemos sempre à espera de algo, porque sempre existem coisas acontecendo no mundo, coisas que não podemos perder. As redes sociais transformaram os nossos dias em espetáculos e cada pequeno acontecimento é algo imperdível. Tudo é urgente, tudo significa algo. Ficamos esperando notificações, oscilando entre aplicativos, tentamos dar conta de todas as mensagens, enquanto poderíamos simplesmente estar lendo um livro.
No fim, sacrificamos horas do dia rolando telas como quem procura algo para justificar a ansiedade que sentimos. A questão é que não tem nada acontecendo, a não ser a nossa ansiedade e o crescimento dessa sensação de que estar fora das redes o dia inteiro significa perder o controle do mundo, enquanto, ironicamente, é essa busca que nos faz perder o que realmente importa: a vida acontecendo do lado de fora das telas.
Com isso, não nos permitimos experimentar o tédio, não ficamos verdadeiramente à toa. Vamos preenchendo cada segundo com conteúdos que, na verdade, não têm relevância enquanto desaprendemos a lidar com o vazio que a existência pode nos provocar.
Precisamos olhar mais ao redor, lembrando que a vida aconcete mesmo é fora das telas. O aprendizado que fica, por mais óbvio que possa parecer, é que a gente não precisa ter presença digital enquanto estamos acordados, para provar que existimos. A gente já tem uma vida, essa que acontece fora das redes, das telas, dos jogos… Essa vida, ao contrário do feed infinito, tem um fim. A areia da ampulheta escorre, sem pausas, mesmo que você passe horas no celular.

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Giovana Devisate 30 de novembro de 2025 30 de novembro de 2025
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