Então, é final do verão…
Ainda avisto algo sobre a terra vermelha que em tudo se assemelha a um lago oceânico contido em espaços obscenos da morte de semelhantes em embates tresloucados promovidos e financiados por agentes estereotipados de seres humanos.
Ainda ouço o badalo de sinos ao longo dos proeminentes cimos dos campanários anunciando o passado presente em mensagens insanas das gentes de mentes cooptadas e nos alagamentos e deslizamentos de terras e árvores por enchentes arrastadas.
Não obstante, neste final do verão, nem tudo é tragédia.
Ainda avisto algo de bom e belo. São os gestos solidários dos anônimos, espalhados e até invisíveis, nos campos e nas cidades, doando sua fé, esperança e tempo, sua energia,
para construir um dia a cada dia com muito humor e alegria.
Ainda ouço as canções de Chico e Taiguara sem censura prévia ou bala de prata perdida.
Nas redes posso encontrar o manto verde amarelo sem que tenha sido usurpado
por alguma ideologia, simplesmente expressar o valor da brasilidade múltipla e unida.