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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Yuri Alesi > FAMÍLIAS EM CONSERVA — O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA
Yuri Alesi

FAMÍLIAS EM CONSERVA — O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA

Yuri Alesi
Ultima atualização: 22 de fevereiro de 2026 às 02:37
Por Yuri Alesi 5 horas atrás
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Advogado Sênior, do Escritório de Advocacia Alesi, Guerreiro & Teles, especialista em Direito Tributário e Administração Publica. Ex-Assessor Especial da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Ex-Vereador de Oiapoque-AP.
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O Carnaval de 2026 do Rio de Janeiro ficará marcado não pelo brilho das grandes agremiações ou pela consagração de seus temas, mas sim pelo que pode ser descrito como o maior fiasco político-cultural dos últimos anos. O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo enredo homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabou por consolidar um tiro que saiu pela culatra para o PT e a esquerda brasileira.

A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial após subir da Série Ouro em 2025, arriscou tudo ao apresentar o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” — uma explícita homenagem à trajetória do presidente, com referências à sua vida pessoal e política e, mais que isso, com nuances críticas ao conservadorismo e à direita, ao retratar a família tradicional brasileira em latas de conservas e o ex-Presidente Jair Bolsonaro, na figura do palhaço Bozo, numa prisão.

O resultado? A escola terminou na última colocação entre as 12 escolas do Grupo Especial e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027. Um desfecho técnico que, no entanto, carrega um peso simbólico político que poucos debates culturais conseguem alcançar.

Mas por que isso importa? Por que um desfile de carnaval, com sua linguagem extravagante e seus exageros visuais, sai do plano do entretenimento e entra diretamente na arena política? E por que esse episódio já é visto como um embaraço para Lula e toda a esquerda brasileira?

Carnaval sempre foi espaço de crítica social, sátira e até de expressão política. Não é novidade que escolas de samba evoquem temas históricos, sociais ou até figuras políticas. Mas existe uma diferença crucial entre criticar o poder por meio da arte e fazer propaganda política antecipada em pleno ano eleitoral, com um presidente em busca de mais um mandato. Essa diferença foi ignorada.

O enredo da Acadêmicos de Niterói foi encarado por muitos como uma campanha velada a favor de Lula, carregando símbolos e referências que transcenderam o folclore carnavalesco para entrar no terreno da política explícita, algo que tem sido debatido no meio jurídico e político, inclusive com ações judiciais questionando se houve propaganda antecipada.

Nesse contexto, a imagem que mais chocou o público, e detonou a reação, foi a das famílias conservadoras retratadas dentro de latas de conserva. Embora alguns defensores da arte afirmem que isso seria uma metáfora crítica ou irônica, a mensagem foi recebida por grande parte do público como insulto deliberado aos valores familiares, um ataque gratuito a algo que para muitos brasileiros é sagrado e essencial para a coesão social.

Em um cenário eleitoral já polarizado, o PT e Lula cometeram um erro estratégico grave ao permitir, ou até incentivar, que um espetáculo público com recursos, visibilidade e impacto midiático fosse interpretado como propaganda eleitoral disfarçada de manifestação cultural.

Além disso, a presença do próprio presidente no camarote para assistir ao desfile, cercado de ministros e aliados, reforçou essa percepção de que o Carnaval estava sendo instrumentalizado como palanque antecipado. Os efeitos foram imediatos. A oposição não perdeu tempo, lideranças como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e parlamentares de partidos liberais disseram que vão levar a questão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o desfile feriu as regras de propaganda eleitoral antecipada, uma acusação que, mesmo enquanto debate jurídico, reverbera negativamente no campo político.

Para entender a intensidade da reação, é preciso olhar para as transformações sociais e demográficas do Brasil nos últimos anos.

Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE revelam que os evangélicos representam cerca de 26,9 % da população brasileira, o que equivale a aproximadamente 47,4 milhões de cidadãos, um crescimento expressivo em poucas décadas. Esse grupo não é um bloco monolítico, mas sua influência cultural e eleitoral é indiscutível.

Dentro desse segmento, temas como família, moral e tradição ocupam lugar de destaque no repertório de valores. Por isso, a imagem das “famílias em latas de conserva” foi percebida por muitos como um ataque direto àquilo que consideram essencial, não uma crítica construtiva, mas uma zombaria que transita entre o desrespeito e a provocação gratuita. Isso inflamou o debate e ampliou a reação de setores conservadores que, até então, vinham adotando uma postura crítica ao governo, mas sem necessariamente se mobilizar de forma tão veemente em torno de um desfile carnavalesco.

Quando uma obra cultural atinge esse ponto de rejeição popular em um bloco social tão numeroso, o risco político é imenso, como ficou evidente pela repercussão nas redes, na mídia e nas conversas de boteco e gabinete.

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, além de ser um revés técnico para a escola, virou símbolo de um fracasso estratégico da esquerda. Em vez de focar em narrativas que pudessem ampliar sua base de apoio, o PT e Lula embarcaram em uma tentativa de usar o Carnaval como instrumento de propaganda, e o tiro saiu pela culatra.

O episódio expõe também outro equívoco clássico, achar que uma agenda política pode forçar adesão popular por meio de espetáculos que combinam arte e mensagem. A arte tem poder, sim, mas não como extensão automática de uma campanha política. Quando a mensagem política invade sem sutileza o território artístico, o risco de rejeição se amplifica, especialmente em um país plural, com valores culturais e religiosos tão distintos.

O Carnaval de 2026 será lembrado não pela criatividade de um enredo, mas pelo desastre político que se transformou. A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada, e sua queda virou metáfora: “quando a política tenta transformar a arte em propaganda, ambos perdem credibilidade”. E, neste caso, a esquerda brasileira pagou o preço.

Entre evangélicos, setores conservadores e parte significativa do eleitorado que não se identifica com a linguagem beligerante ou ofensiva, o episódio reforçou uma percepção negativa sobre o PT e Lula, justamente em um momento em que a disputa eleitoral está se intensificando. Na política, tempo e estratégia importam tanto quanto mensagem e narrativa; aqui, faltou tato, planejamento e sensibilidade para reconhecer as fronteiras entre celebração cultural e campanha política.

No fim, a imagem das “famílias em lata de conserva” não será esquecida, não pelo seu suposto humor, mas pela lição que deixou, a de que, a política que desrespeita símbolos culturais e valores sociais pode se tornar um tiro mortal para sua própria reputação.

Esse é um ano eleitoral importante para o país, reflita!

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Yuri Alesi 22 de fevereiro de 2026 22 de fevereiro de 2026
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