O MILAGRE DO TOQUE DAS MÃOS DO MESTRE (PARTE II)
E convidou-os para entrar chamando a família para conhecer o novo missionário americano. E assim Elder Maia conheceu a Mãe da Maria, a irmã da Maria, os filhos da Maria Sara e Josemberg. Todos animados e curiosos com o novo missionária Americano.
Muitas perguntas estavam sendo feitas quando de repente, chega Maria Meira da forma que Elder Albino dissera que ela estaria: Embriagada e fedendo a cachaça, mas a triste visão ia bem mais além. Maria tinha o rosto e lábios queimados e inchado pelo uso do álcool, os braços estavam da mesma forma, Maria não tinha os dentes da frente da arcada superior. Ela nem se segurava em pé e de uma forma bem descontraída, meio humorada, porém bastante envergonhada, disse:
- Eu sou a Maria. Não repare as minhas condições. Eu tomei algumas doses de pinga. Tem algum problema? Antes que Maia ou Albino respondessem algo, sua sobrinha logo replicou: – Essa é a vergonha da família. Sempre promete e nunca cumpre. Minha vó vai morrer tendo essa infelicidade na vida. Ela já está cansada de tanta promessa.
Naquele momento, por uns segundos, o clima tornou-se triste.
Os dois missionários logo deram um jeito de sair e ir em busca de novas pessoas para ensinar. Eles se despediram da família sem dizer se voltariam ou não. Elder Maia, por ser o sênior da dupla, tinha o poder maior nas decisões, ou seja, ele comandava a dupla. - Companheiro, não vamos voltar mais naquela casa, eles não querem o evangelho. Aquela senhora não vai mudar. Não quero perder tempo com alguém já decidiu o que quer da vida, disse Elder Maia
Os dois visitaram algumas outras pessoas pela manhã. Pessoas diferentes da Maria e sua família. Pela parte da tarde, a dupla de missionários conheceu mais pessoas e nem tiveram o desejo de voltar para casa da Maria para ver como ela estava. Eles se postaram como justos e julgadores, especialmente Elder Maia, o qual era o líder da dupla.
De volta para casa deles, por volta das 21 h, ele nitidamente evitou o caminho da casa da Maria para não ter que encontrá-la, como também ninguém da sua família. Mas já no caminho de sua casa, um sentimento o tomou de conta, sentimento tal que o fez ficar em silêncio, pensativo e sério. Seu semblante mudou completamente, o qual fez Elder Albino pensar que ele estava chateado porque Albino o teria levado até a casa de Maria. Foi quando Elder Albino lhe disse: - Tudo bem, companheiro, nós não voltaremos lá não. Você já decidiu e está tudo bem.
Então, Elder Maia olhou para ele com um semblante fechado e com muita tristeza disse-lhe: - Lá em casa, antes de dormir eu quero falar contigo, precisamos conversar.
Albino, meio assustado e com a voz temerosa, respondeu: - Tudo bem!
O caminho ia se encurtando e Elder Maia permanecia calado, sem nem mesmo olhar para o lado, andando como quem quisesse chegar logo ao seu destino. Enquanto Elder Albino se consumia com os mais pessimistas pensamentos, como se naquele momento ele tivesse incorporado Augusto dos Anjos ou Lord Byron com uma pitada de terror Mary Shelly. Tudo parecia escuro e desabitado entre os dois amigos. Albino não tinha como esconder a sua decepção com a atitude e palavras do seu tão admirado companheiro e que por sua vez, permanecia em um silêncio extremamente estranho e fúnebre.
Ao chegar em casa, eles foram fazer os seus afazeres domésticos e pessoais. Elder Maia fez tudo muito bem rápido e foi para o quarto esperar o seu companheiro que por sua vez, ao acabar os seus afazeres, foi ler algumas partes da Bíblia, pois temia o que Elder Maia lhe falaria. Elder Maia era um missionário seguro de si e de suas palavras, algo que o tornará um excelente futuro líder dos missionários.
Ao entrar no quarto, onde estava Elder Maia, Elder Albino viu seu companheiro ajoelhado e em oração, e assim que ouviu o seu amém, Albino logo falou: - Estou aqui para te escutar.
Foi então que ele ouviu a primeira frase surpreendente de E. Maia: - Vamos fazer uma oração antes de continuarmos, mas por favor, faça você, pois eu me sinto vazio e sem dignidade para elevar o meu desejo a Deus.
- Ok, disse Albino.
E ele orou.
Foi então que veio a maior surpresa do dia. Elder Maia baixou a cabeça com os olhos molhados e disse: - Não me interrompa, por favor, deixe eu dizer tudo o que eu preciso dizer.
- Amanhã, nós voltaremos à casa da Maria. Nós somos missionários de Cristo e somos tudo o que ela tem para ajudá-la a mudar. Senti que ela tem o desejo de mudar, lhe falta força e apoio. Eu como representante de Cristo aqui neste lugar, cometi o erro de tê-la julgado e condenado à própria solidão e desprezo. Não foi por isso que fomos chamados a servir.
Nós temos que amá-la e apoiá-la em tudo que for certo. A casa dela será a primeira casa que iremos e passaremos lá o tempo que for necessário e não importa como ela esteja. Eu acredito no poder curador da palavra de Deus. Acredito que Cristo se sacrificou por nós para que fôssemos perdoados e pudéssemos voltar a viver com Deus. Verdadeiramente, quando voltávamos para casa, um sentimento de arrependimento me tomou a alma e tudo o que eu queria era poder voltar lá amanhã e dizer o quanto acredito nela e o quanto eu sei que ela pode superar o alcoolismo e ter de volta a sua dignidade e o respeito dos outros. Por favor, companheiro, me perdoe por querer desistir de uma filha amada de Deus. Sou um representante de Cristo e não um julgador de alguém.
Ao ouvir essas palavras da boca de seu amado companheiro, Elder Albino não teve palavras para dizer o quanto ele o admirava e como aquelas palavras lhe trazia alívio. E que ele estava animado para ir, lá manhã, a casa de Maria.
Para Albino, aquela foi a decisão mais acertada que ele poderia ouvir de alguém e sobre alguém. (Continua)
E convidou-os para entrar chamando a família para conhecer o novo missionário americano. E assim Elder Maia conheceu a Mãe da Maria, a irmã da Maria, os filhos da Maria Sara e Josemberg. Todos animados e curiosos com o novo missionária Americano.
Muitas perguntas estavam sendo feitas quando de repente, chega Maria Meira da forma que Elder Albino dissera que ela estaria: Embriagada e fedendo a cachaça, mas a triste visão ia bem mais além. Maria tinha o rosto e lábios queimados e inchado pelo uso do álcool, os braços estavam da mesma forma, Maria não tinha os dentes da frente da arcada superior. Ela nem se segurava em pé e de uma forma bem descontraída, meio humorada, porém bastante envergonhada, disse:
- Eu sou a Maria. Não repare as minhas condições. Eu tomei algumas doses de pinga. Tem algum problema? Antes que Maia ou Albino respondessem algo, sua sobrinha logo replicou: – Essa é a vergonha da família. Sempre promete e nunca cumpre. Minha vó vai morrer tendo essa infelicidade na vida. Ela já está cansada de tanta promessa.
Naquele momento, por uns segundos, o clima tornou-se triste.
Os dois missionários logo deram um jeito de sair e ir em busca de novas pessoas para ensinar. Eles se despediram da família sem dizer se voltariam ou não. Elder Maia, por ser o sênior da dupla, tinha o poder maior nas decisões, ou seja, ele comandava a dupla. - Companheiro, não vamos voltar mais naquela casa, eles não querem o evangelho. Aquela senhora não vai mudar. Não quero perder tempo com alguém já decidiu o que quer da vida, disse Elder Maia
Os dois visitaram algumas outras pessoas pela manhã. Pessoas diferentes da Maria e sua família. Pela parte da tarde, a dupla de missionários conheceu mais pessoas e nem tiveram o desejo de voltar para casa da Maria para ver como ela estava. Eles se postaram como justos e julgadores, especialmente Elder Maia, o qual era o líder da dupla.
De volta para casa deles, por volta das 21 h, ele nitidamente evitou o caminho da casa da Maria para não ter que encontrá-la, como também ninguém da sua família. Mas já no caminho de sua casa, um sentimento o tomou de conta, sentimento tal que o fez ficar em silêncio, pensativo e sério. Seu semblante mudou completamente, o qual fez Elder Albino pensar que ele estava chateado porque Albino o teria levado até a casa de Maria. Foi quando Elder Albino lhe disse: - Tudo bem, companheiro, nós não voltaremos lá não. Você já decidiu e está tudo bem.
Então, Elder Maia olhou para ele com um semblante fechado e com muita tristeza disse-lhe: - Lá em casa, antes de dormir eu quero falar contigo, precisamos conversar.
Albino, meio assustado e com a voz temerosa, respondeu: - Tudo bem!
O caminho ia se encurtando e Elder Maia permanecia calado, sem nem mesmo olhar para o lado, andando como quem quisesse chegar logo ao seu destino. Enquanto Elder Albino se consumia com os mais pessimistas pensamentos, como se naquele momento ele tivesse incorporado Augusto dos Anjos ou Lord Byron com uma pitada de terror Mary Shelly. Tudo parecia escuro e desabitado entre os dois amigos. Albino não tinha como esconder a sua decepção com a atitude e palavras do seu tão admirado companheiro e que por sua vez, permanecia em um silêncio extremamente estranho e fúnebre.
Ao chegar em casa, eles foram fazer os seus afazeres domésticos e pessoais. Elder Maia fez tudo muito bem rápido e foi para o quarto esperar o seu companheiro que por sua vez, ao acabar os seus afazeres, foi ler algumas partes da Bíblia, pois temia o que Elder Maia lhe falaria. Elder Maia era um missionário seguro de si e de suas palavras, algo que o tornará um excelente futuro líder dos missionários.
Ao entrar no quarto, onde estava Elder Maia, Elder Albino viu seu companheiro ajoelhado e em oração, e assim que ouviu o seu amém, Albino logo falou: - Estou aqui para te escutar.
Foi então que ele ouviu a primeira frase surpreendente de E. Maia: - Vamos fazer uma oração antes de continuarmos, mas por favor, faça você, pois eu me sinto vazio e sem dignidade para elevar o meu desejo a Deus.
- Ok, disse Albino.
E ele orou.
Foi então que veio a maior surpresa do dia. Elder Maia baixou a cabeça com os olhos molhados e disse: - Não me interrompa, por favor, deixe eu dizer tudo o que eu preciso dizer.
- Amanhã, nós voltaremos à casa da Maria. Nós somos missionários de Cristo e somos tudo o que ela tem para ajudá-la a mudar. Senti que ela tem o desejo de mudar, lhe falta força e apoio. Eu como representante de Cristo aqui neste lugar, cometi o erro de tê-la julgado e condenado à própria solidão e desprezo. Não foi por isso que fomos chamados a servir.
Nós temos que amá-la e apoiá-la em tudo que for certo. A casa dela será a primeira casa que iremos e passaremos lá o tempo que for necessário e não importa como ela esteja. Eu acredito no poder curador da palavra de Deus. Acredito que Cristo se sacrificou por nós para que fôssemos perdoados e pudéssemos voltar a viver com Deus. Verdadeiramente, quando voltávamos para casa, um sentimento de arrependimento me tomou a alma e tudo o que eu queria era poder voltar lá amanhã e dizer o quanto acredito nela e o quanto eu sei que ela pode superar o alcoolismo e ter de volta a sua dignidade e o respeito dos outros. Por favor, companheiro, me perdoe por querer desistir de uma filha amada de Deus. Sou um representante de Cristo e não um julgador de alguém.
Ao ouvir essas palavras da boca de seu amado companheiro, Elder Albino não teve palavras para dizer o quanto ele o admirava e como aquelas palavras lhe trazia alívio. E que ele estava animado para ir, lá manhã, a casa de Maria.
Para Albino, aquela foi a decisão mais acertada que ele poderia ouvir de alguém e sobre alguém. (Continua)