Há pessoas que se dizem corajosas? Sim, há. Não obstante, fora das bolhas, é constante que muitas sejam avestruzes modernos com a cabeça enfiada embaixo de edredons, olhares desfocados por óculos escuros a ignorar o girar do mundo em sua rotação e translação da essência que faz vibrar os corações.
Há pessoas que dizem amar a Deus? Sim, há. Mas qual Deus? Aquele servo servil que deve lhes obedecer e oferecer e propiciar a realização de seus desejos por mais espúrios que sejam? Um Deus subalterno ou aquele que agrega a sua visão dentro da cosmovisão desenhada com cores nos mais diversos tons? Qual Deus?
Há pessoas que propagam serem espiritualizadas, buscadoras da verdade? Sim, há. No entanto, necessário se faz observar, pois muitas, não todas, entre elas, são aquelas que arquitetam e espalham mentiras , a plena luz do dia, para provocar conflitos, ganhos e enganos distópicos em um ambiente despótico de cabal covardia.
Há pessoas que se dizem elevadas e em processo contínuo de evolução? Sim, há. Mas, preste atenção, isso não combina com o mover-se daquelas que continuam pela ganância dominadas, sem misericórdia, sem amor, sem compaixão. Elas mais parecem um arremedo de sua própria definição.
Há pessoas que se dizem iluminadas? Sim, há. Fique alerta, desperte, como já diziam os sábios, “Nem tudo que reluz é ouro”. Que luz é esta que se alimenta de expandir sombras sobre as verdades sagradas ou do bom senso humanitário em nome de interesses monetários ou outras espúrias tentações e limitações?
Há pessoas que se dizem cristãs? Sim, há. Algumas, poucas, muito poucas, de fato o são. Inúmeras sequer sabem o significado de Cristo e idolatram armas, desejam guerras, sugam ou eliminam o “próximo” próximo e o distante por atos ou sentimentos aniquilantes em um afã de mais posses, status , poder e sequelas adjacentes para “se dar bem” nos céus e na Terra.
Há os que se dizem cristãos, mas continuam a lavar as mãos com o sangue de seus irmãos.