INDIFERENÇA
Psicopatas são insensíveis quando o assunto é o sentimento alheio e não demonstram empatia, ou seja: não são capazes de se colocar no lugar do outro. Isso acontece porque o cérebro de um psicopata tem conexões fracas quando o assunto envolve emoção, e ele não consegue sentir emoções de forma profunda. Psicopatas não são bons também em identificar expressões de medo.
EMOÇÕES RASAS
Psicopatas não são capazes de sentir emoções sociais como vergonha, culpa e constrangimento, além de outros sentimentos relacionados a relações efetivas. Não sentem remorso nem vergonha e são descritos geralmente como emocionalmente superficiais.
IRRESPONSABILIDADE
Psicopatas não são pessoas confiáveis e são bastante irresponsáveis, acostumados a colocar a culpa por suas ações em outras pessoas. Quando são forçados a admitir a culpa, até o fazem, mas não sentem remorso nem arrependimento.
MENTIRAS
Psicopatas são mentirosos patológicos e tendem a distorcer informações sempre que desejam, buscando o próprio prazer ou qualquer outro benefício, mesmo que seja preciso manipular outras pessoas e mentir para elas.
Para alguns pesquisadores, isso acontece devido ao que chamam de “senso superficial do significado da palavra”. Psicopatas também têm dificuldade para entender metáforas e linguagem abstrata
CONFIANÇA EXCESSIVA
São pessoas com grande autoestima e que se acham bons em tudo o que fazem – muitas vezes, têm a certeza clara de que não são apenas bons, mas os melhores do mundo.
IMPULSIVIDADE
Por não conseguirem analisar atitudes com a atenção necessária e também por não darem o devido valor ao que pode acontecer como consequência, os psicopatas têm um comportamento bastante impulsivo
EGOÍSMO
É comum que psicopatas apresentem um comportamento fundamentado no que se pode chamar de um egocentrismo patológico, seguido de uma incapacidade de amar. Psicopatas sugam as pessoas que se aproximam deles e desenvolvem um comportamento parasita, tirando o máximo proveito das pessoas que fingem amar.
PLANEJAMENTO
São pessoas que não sabem fazer planos em longo prazo, que são impulsivas e que fracassam quando o assunto envolve compromissos longos. Isso acontece porque são pessoas despreocupadas e que não sabem planejar coisas para longos períodos.
AGRESSIVIDADE
Infelizmente, a violência é outro típico comportamento de pessoas psicopatas, já que são pouco tolerantes à frustração e não conseguem conter seus rompantes de agressão e de irritabilidade. Quando não são violentos fisicamente, podem o ser de forma psicológica, já que sabem todos os pontos fracos das pessoas com quem se relacionam e são ótimos na arte de manipular.
Psicopata é a designação atribuída a um indivíduo com um padrão comportamental e/ou traço de personalidade, caracterizada em parte por um comportamento antissocial, diminuição da capacidade de empatia/remorso e baixo controle comportamental ou, por outro, pela presença de uma atitude de dominância desmedida. Esse tipo de comportamento agonista é relacionado com a ocorrência de delinquência, crime, falta de remorso e dominância, mas também é associado com competência social e liderança. A psicopatia, descrita como um padrão de alta ocorrência de comportamentos violentos e manipulatórios, é frequentemente considerada uma expressão patológica da agressão instrumental, além da falta de remorso e de empatia.
De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres psicopatas parecem ser mais discretas e menos impulsivas que os homens, e por se tratar de um transtorno de personalidade, o distúrbio tem eclosão evidente no final da adolescência ou começo da idade adulta, por volta dos 18 anos e geralmente acompanha por toda a vida.
PSICOPATIA E SOCIOPATIA
Existem infinitas dúvidas referente às diferenças entre o termo “psicopatia” e “sociopatia”. O fato é que, atualmente, ambos termos se referem ao indivíduo com transtorno de personalidade antissocial, embora não se deva confundir uma classificação médica (i.e., TPA) com um padrão comportamental e/ou traço de personalidade (i.e., psicopatia). Para alguns especialistas, como Robert Hare, a diferença entre a psicopatia e a sociopatia consiste basicamente na origem do transtorno. Assim como sociólogos, especialistas de crimes e alguns psicólogos acreditam que o distúrbio, quando originado a partir do próprio meio social, é denominado como sociopatia. Por exemplo, aquele indivíduo que “aprendeu” a cometer atitudes antissociais no próprio meio em que vivia, tal como um ambiente com baixo nível socioeconômico e pais violentos. Já o psicopata consiste na combinação de fatores como biológicos, genéticos e socioambiental. Por exemplo, o indivíduo que aparentemente “nasce” psicopata, independentemente de ter vivido num ambiente com baixo nível socioeconômico.
Para outros especialistas, a psicopatia e a sociopatia são duas manifestações diferentes do transtorno de personalidade antissocial. Tais raciocínios acreditam que os psicopatas nascem com características básicas como impulsividade e ausência de medo, o que faz com que busquem condutas de riscos e perigo, terminando muitas vezes em atitudes antissociais, uma vez que são incapazes de se estabelecerem corretamente nas normas sociais. Já o sociopata, nesta visão, apresenta um temperamento um pouco mais “normal” que os psicopatas.
Em suma, referente ao termo, essas duas variantes da personalidade antissocial têm como causa uma interação variada entre fatores genéticos/biológicos e fatores ambientais, mas a psicopatia tende para fatores genéticos, enquanto que a sociopatia, para o lado socioambiental.
Uma personalidade psicopata não se restringe ao assassino em série. Um psicopata pode ser uma pessoa simpática e de expressões sensatas que, não obstante, não vacila ao cometer um crime quando lhe convém.
PSICOPATIA – Comportamentos típicos de psicopatas
