A cantar desperta…
Brancas mensagens secretas,
festival de pétalas.
Luz, sons e aromas…
Bicam frutos da figueira,
os sabiás ligeiros.
Baila o beija-flor.
São acrobacias nos ares
a sorver os sumos.
Pousa a borboleta,
logo, no abre-caminhos.
Deleita-se a rosa.
Roseiras, não rosas,
elas ferem, têm espinhos.
Rosa azul sublime.
Orvalho em gotas
no manjericão alambica
e pinga no chão.
Ser, florescer, ser.
Amanhecer alegrias,
brisas e sóis.
Ser, semear, ser.
Colher dente-de-leão,
Semear girassóis.
Ser, aspirar, ser.
Begônias dragão-de-fogo
ao raiar o Sol.
“Há uma falha, uma falha em tudo, é assim que a luz entra” (Anthen)

