Vivemos tempos estranhos
De divisões ideológicas
No qual a censura impera
Em emudecimento de morte
Supremo outrora respeitado
Com Ministros impolutos
Deu lugar a homens desmantelados
Vestindo togas de aloprados
São falsas vestais dos novos tempos
Que não permitem serem criticados
Só podem comparecer em publico
Com bando de seguranças atrelados
Uma Justiça da politicalha
Com balança a peso de ouro
E espada da perseguição
Tratam os críticos como canalhas
Não lhes cabem a toga de magistrados
Utilizam das becas de promotores
Acusam seus próprios opositores
Apropriam-se da função de delegados
Que jurou defender a Constituição
Perante a sabatina do Senado
Feriu a dignidade humana
Hoje, há ministros sancionados
Depreciam votos de seus pares
Com falas de tirania
Repudiam discordâncias jurídicas
Por mera ideologia politica
Competência do supremo mutável
Entrajam as togas para falsa persecução
“Descondenam” corruptos e soltam mensaleiros
Encarceram Generais que se dedicaram à nação
Tempos estranhos para nossa Justiça
Em circo de malabarismos jurídicos
O direito se apresenta desafinado
E os palhaços? Somos nós, jurisdicionados.

