Jamais pertenci as fileiras do Partido dos Trabalhadores, hoje conhecido de forma diminuta como PT, entretanto, bons e grandes amigos lá os tenho. Porém, a impressão que tem causado a seus próprios eleitores, para nossa tristeza e para toda a política nacional é que esta outrora admirável agremiação partidária esteja ficando vista apenas, como abrigo de bons empregos, poderes, e mascarada doutrina populista.
Era mesmo notório pela sua alta intelectualidade, reserva moral e pelo primoroso comportamento de seus fundadores. Uma pena que a nação tenha perdido uma das melhores colaborações que existia ao bem público e melhor equilíbrio entre as classes sociais. Notável a força da inclusão conseguida por ele, embora ainda não fosse de maior expressão na política nacional.
Sempre gostei, como também muito me ajudou ao raciocínio político, assistir programas e embates para conquista de votos, apoios, e como latinos, não podendo deixar de ser de simpatias. Seria maravilhoso, se neste país tivéssemos eleições todos os anos, deixando a boa impressão, que todos os problemas nacionais estariam resolvidos. As propostas são mirabolantes, não fossem elas em sua maioria escabrosas mentiras e se promessas deles valessem alguma coisa.
Um dos últimos a que assisti com preocupação, demonstrou que realmente aquele meu anseio correspondia a verdade agora encontrada. Era apresentado em cadeia nacional debate entre o presidente que postulava reeleição e outro que mesmo ausente do cargo, a ele pretendia retornar. Portanto, dois experientes ao cargo pretendido. Em dado momento o ainda aspirante afirmou ao titular de então: “Ele não manda nada, mas eu vou mandar.”
Lá lonjão em cova de cemitério mineiro, um dos grandes presidentes que esta Nação já teve, Itamar Franco, deve ter se revirado na cova, pois que ele dizia: “Sou presidente, não comandante, por isso presido deixando metas aos executivos nomeados para tal, com o encargo de darem a nação o que ela quer e precisa.” E continuou: “Meu trabalho é conciliar vontades, talentos e economias ao todo bem nacional”.
Tudo tão diferente do comportamento deste presidente de agora, que destruindo o passado de um partido admirável e que construiu a ele próprio, tem exercitado sem nenhum projeto melhor, o comando desta tropa desembestada de executivos promovedores de excessos para simples afagos a anseios externos; Intenções diametralmente oposta as necessidades de nossa gente.
O extremado populismo tomou conta e por incrível que pareça, ao açabarcar o judiciário turbou toda a segurança e estabilidade da justiça no país. Por aqui, nesta terra que jamais mereceu isso, só tem soprado ventos de interesses e vontades. Não nos sobra nem parece sobrar, nenhum parâmetro, valor, e sem exagero, honradez.
Como Itamar, também acredito que não se deva mandar em uma nação, por motivo muito simples, ela é muito maior do que um único raciocínio e intenção dirigidos a ela. Chegamos num passado onde se ouviu um velho e exagerado senador do Amazonas, dizer em discurso: “O Brasil é um país multi – pluri – variável.” Talvez ele mereça críticas pela redundância e exagero da frase, mas que ela tem lá o seu valor, ah isso tem!
E o que se nota, é que a cultura petista, alicerce maior deste ex-grande participante na política nacional, se acabou e com afastamento daquelas eminências se despediu e foi-se embora.
É cada coisa que tem se assistido, de tolices tão primarias que não podemos deixar de ver um fundo de maldade ou mesmo de má intenção em muito dos atos administrativos do país.
Mas, eu vou ousar dizer que tudo tem parecido mais uma brincadeira infantil com a crença que todos nós, parecendo crianças, haveríamos de acreditar. Esta semana ainda em Brasília andei lendo algumas publicações e informes ditos governamentais, onde diziam Brasília, a nossa capital de Niemeyer, estaria excessivamente contaminada de elemento mercurial. Fiquei logo a imaginar que por trás desta informação, algo bem parecido com aquela sobre a Amazônia, estaria um interesse de ganho fácil qualquer; e neste caso, não para fundamentação de utopias, mas de avidez pecuniária. Analisando a matéria logo me deparei com uma imbecilidade cientifica tal qual o Bastas da Fiocruz gosta de exibir. Dizia o informe que o elemento citado, mercúrio, seria proveniente da queima da gasolina dos automóveis.
Como diria o Lula, “puta que pariu”, parece roda inocente da infantil cabra cega. Qualquer um sabe que não existe este elemento em gasolina, e nem derivado nenhum do petróleo. Mas, como no folguedo cega é a cabra, fui procurar ver o motivo disto e a solução encontrada foi até hilária, pois coincide com a chegada de veículos chineses totalmente movidos a eletricidade e como a moda ainda traz muita desconfiança, como fazem aos pequenos mineradores da Amazônia, trazem logo uma enrustida química ao pânico social, para descarte do dominante petróleo. Falando em petróleo, publica a mídia que, como preconizado em campanha, já avisou que também vai mandar na Petrobras. E nós tantos brasileiros, nem sabíamos que ele entendia disso. Aliás, quando de sua visita aos países grandes produtores do dito, avisou, mandando lá também, que iria acabar com a farra deles descartando tal “energético”.
Sinceramente, achei até os veículos bonitos e acho mesmo desnecessário uma campanha tão vil e maldosa impregnada de má fé. Fui até andar em um deles e pelo que vi e senti, eles venderão por si, sem necessidade de estarem pagando por fake news a fontes duvidosas. Neste caso, eles são até bem melhores que os fuscas do velho Itamar.
Para não dizer que não falei em gaúchos, referencias nacionais hoje e agora, quero lembrar também que estas baboseiras governamentais muito prejudicam a necessidade nacional. Ainda mais sendo o costumeiro arroz, no momento enfrentando crise. O boquirroto, ainda anuncia, que por sua carência certa terá que importar. O suficiente para que o seu preço, prematuramente, amargasse a mesa do brasileiro.
Vale lembrar, que esta mesma inconsequência em governo, é promotora da total paralisação dos maiores produtores de arroz do país em Roraima. Uma senhora asneira. No momento, tentando imitar o Senhor dos céus, e a natureza açoitando no Sul, ao norte na distante Marajó, caçaram outros grandes produtores de arroz, os intimidando e multando por estarem usando água dos grandes rios para irrigar a lavoura de sustento nacional. Motivo, estarem sem a devida permissão de marinas e coadjuvantes. Uma insensatez, numa hora dessa.
Também no Norte, num município chamado Novo Progresso-PA, acontece desgraça conhecida. Criaram uma bendita reserva onde existia mais que vintenariamente assentamento de homens do campo. Lá apreenderam milhares de bovinos dizendo que iriam a leilão para ajudar os desvalidos dos temporais do Rio Grande do Sul.
Ainda bem que o povo gaúcho, diferentemente deles, doadores de plantão de coisas alheias, demonstra caráter, publicando não aceitarem ajuda com recursos obtidos de formas escusas.
E com o devido respeito, de tantas boas lembranças, não era de se esperar que o Partido dos Trabalhadores nos deixasse heranças como essas.
BH/Macapá, 26/05/2024
José Altino Machado