O mais importante é não ter medo de lidar com o tema, não é fácil mesmo. Nós, adultos, não tivemos educação sexual na adolescência, por isso é preciso buscar informações de qualidade onde for possível, atualizar-se e não ter vergonha de ultrapassar essa barreira.
Até os 5 anos, os pais se preocupam mais se as crianças estão tocando as partes íntimas, e se fazem isso na frente dos outros. O importante, nesse caso, é explicar para a criança que isso não pode ser feito o tempo todo, que ele está na fase de brincar e se divertir.
Hoje há um bombardeio de informações sobre sexo, mas nem sempre elas chegam como deveriam aos ouvidos dos jovens. Muitos pais, com medo de incentivar a iniciação precoce dos filhos, acabam evitando tocar no assunto.
O mundo mudou e o teor das conversas sobre sexualidade em casa precisam ir além dos assuntos tradicionais, como gravidez indesejada e doenças.
Abuso sexual: É importante falar abertamente sobre este tema, porque a criança muitas vezes não sabe que está sendo abusada sexualmente, pois desconhece o que é o ato.
O senso comum geralmente associa o abusador a uma pessoa agressiva, mas não é bem assim. Geralmente é alguém próximo que agrada, trata a criança com carinho, dá presentes. Há casos, inclusive, de abusos praticados por crianças maiores contra menorzinhas.
É preciso ensinar que certas partes do corpo não podem ser tocadas por qualquer pessoa, explicar que namoro é coisa de adulto e orientar para contar aos pais caso algo estranho aconteça.
Para os adolescentes, é bom conversar sobre o respeito aos limites, que tentar agarrar ou beijar à força é um tipo de abuso e que quando alguém diz não, significa não, não mesmo.
Masturbação e sensações do corpo: O sexo não deve ser tratado como algo sujo, errado, sinônimo de sem-vergonhice ou tabu. Não é porque você não comenta com seus filhos que transar é bom que eles vão deixar de descobrir isso por si mesmos. O mundo oferece uma série de informações e os pais devem orientar e mostrar uma visão realista das coisas. Se houver dúvidas, oriente sobre como o corpo funciona, a importância de cuidar de si e as reações manifestadas quando há um interesse por alguém, no banho ou durante o sexo. E mais: da mesma forma que os filhos têm de respeitar a intimidade e privacidade dos pais, o contrário também deve acontecer. A adolescência é uma fase de descobertas, isso é saudável e normal, portanto, bater à porta do quarto e aguardar sinalização para entrar no quarto do filho poderá evitar surpresas e evitar constrangimentos desnecessários, além de ser uma demonstração de respeito e consideração.
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