A CPI das Pirâmides Financeiras aprovou, nesta terça-feira (27), a convocação de Glaidson Acácio, conhecido como Faraó dos Bitcoins, suspeito de crimes contra o sistema financeiro que teriam lesado mais de 300 mil pessoas e movimentado mais de R$ 38 bilhões. De acordo com o requerimento, Acácio desenvolveu um esquema que simulava investimentos em criptomoedas para encobrir a pirâmide financeira. A convocação se estende também à venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, mulher de Acácio, foragida desde 2021.
A data dos depoimentos ainda não foi marcada, mas a comissão pretende iniciar as oitivas a partir da próxima terça-feira (4), quando será apresentado o plano de trabalho pelo relator, deputado Ricardo Silva (PSD-SP).
O requerimento 38/2023, aprovado nesta terça (27), aponta Glaidson Acácio como figura central nas acusações. O esquema da empresa, indicado no documento, prometia ganhos fixos de 10% ao mês por meio de investimentos em criptomoedas, mas que “foi revelado como uma pirâmide financeira, causando prejuízos a um grande número de pessoas”.
“A estimativa é que até 300 mil pessoas tenham sido lesadas pelo esquema da GAS, que simulava investimentos em criptomoedas para encobrir a pirâmide financeira. Até o momento, apenas cerca de R$ 300 milhões foram bloqueados nas contas do grupo no âmbito do processo criminal em andamento na 3ª Vara Federal Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, representando menos de 1% do valor total a ser ressarcido às vítimas.”
Glaidson Acácio cumpre prisão preventiva após a primeira fase da Operação Kryptos, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2021. O esquema operado pela empresa GAS Consultoria, de Acácio, movimentou cerca de R$ 38 bilhões por meio de pessoas físicas e jurídicas no Brasil e no exterior. A empresa teve a falência decretada em fevereiro. Mais de 120 mil pessoas entraram na Justiça e tentam recuperar R$ 9 bilhões perdidos no esquema.
As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais. Podem convocar autoridades, requisitar documentos e quebrar sigilo pelo voto da maioria dos integrantes.
Com informações do R7

