A morte do detento Rafael Mendonça Goés, de 33 anos é investigada pela Polícia Civil do Amapá como “queima de arquivo”.
O criminoso foi morto por esganadura dentro do do cadeião do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) após ser alvo de mandado de prisão preventiva cumprida pela Polícia Federal (PF) em operação contra ilícitos no sistema carcerário.
Segundo o delegado Wellington Ferraz, responsável pela investigação, “ao que tudo indica Rafael tenha falado algo a mais, pode ter apontado a forma como se trabalhava lá dentro [Iapen], ou tenha dado detalhes da organização criminosa, que desagradou os detentos e deram, sim, a ordem para matar ele”.
Ainda segundo o delegado dois fatos chamaram atenção da polícia.
“Logo após essa operação da PF, os presos foram liberados pros seus respectivos pavilhões e Rafael, somente ele, foi chamado pela administração [do Iapen] para conversar. O que a gente não sabe ainda é sobre o quê. Após essa conversa ele foi liberado pra retorno ao pavilhão”, citou.
Ferraz detalhou também que após a saída da PF, uma advogada esteve no parlatório e chamou 3 detentos para conversar, e que segundo as investigações são lideranças criminosas.
“Conversaram por cerca de meia hora e retornaram para os pavilhões. Dois deles foram para a enfermaria, onde estão restritos dos demais detentos. E outro foi para o pavilhão F1, onde também estava o Rafael. Por coincidência, 20 minutos depois do retorno dele para o pavilhão e da conversa com a advogada, veio a notícia do óbito desse rapaz”, detalhou o delegado.
A politec concluiu laudo necroscópico que atestou a esganadura.

