A maior insolência de toda uma vida é intentar compreensão, nas veredas do conhecimento popular. Se antes o era, agora, pela era da informação, nem comentemos tamanha audácia. Na meia-vida, o cidadão tem suas prioridades, seus segredos de família, suas verdades não ditas, suas artimanhas e delírios. No percurso seguinte, começa o individuo comum a se questionar o porquê das coisas, os motivos delas serem como são. Nesse ponto, ou ele segue por onde a banda toca ou ele começa uma desvantajosa e inquietante descoberta sobre todas as verdades que aceitou, ao longo da vida, com filtros de pais, tios, vizinhos, professores, apresentadores de telejornal, radialistas ou galãs de filmes ou novelas – e políticos.
O salto de algumas décadas, em especial, nos países latino-americanos, trouxe à nossa realidade cotidiana o acesso às muitas verdades, de todos os lugares do globo terrestre, que estávamos um tanto despreparados para recebê-las. Do rádio à internet a cabo, nos rincões da Amazônia, pouco se sabia sobre tal tecnologia, aliás, nem sobre energia elétrica- quem não quisesse sofrer com os racionamentos, que obtivesse seu motor de luz particular. Logo, tudo mudou. Em menos de uma década, conseguimos ter hidrelétricas, apesar do seu alto custo, aqui no norte do país. Seguindo as boas-novas, veio a internet, lenta e valiosa, às casas e aos casebres- barracos. Atingimos nossa liberdade de acesso à cultura mundial. Quão glorioso cada movimento socioeconômico desses.
E por falar em políticos, nessa corrida, mais importante nos pinta a disputa pelo poder do que o interesse nacional. As informações sobre a administração do país não nos acontecem. Não conseguimos sequer criar uma oração a esse fim, porque os antagonismos decisórios e a existência de projetos vêm para beneficiar votos. A nação não os importa. Só fazem correr as informações que os interessam.
Evidentemente que, se errar valesse dinheiro, estaríamos multimilionários na meia-vida de nossa passagem terrena. Não vale, positivamente. Geralmente, pagamos pelos nossos erros. Contudo, na maioria das vezes, sem desembolsar nenhum tostão sequer, mas pagamos. Deixamos levarem nossa energia de viver, nossa melhor expectativa, nosso desenvolvimento enquanto sociedade, nossa evolução humana, nosso superar geracional. Deixamos, porque cremos sermos genuinamente originais e únicos em cada fala, em cada ato, em cada opinião, em cada omissão, em cada decisão. Mal percebemos que estamos sendo direcionados para um ou outro lugar comum. Tudo bem, também. Do contrário, seriamos rebeldes “sem causa”.
Não desejamos anarquizar sistema algum. Desejamos compreender as causas das informações que nos chegam. São originadas onde, por que e por quem? Ficou invasivo demais, certo? Aceitamos entender a origem dos dois primeiros questionamentos, apenas. Apreender o problema que governa o país que habitamos. Dissecar o processo de escolha e oferta de candidatos às eleições federais, estaduais e municipais. Condicionar toda a população a obrigatoriamente escolher o que os convêm sem representatividade e motivos “palpáveis” é cansativo e desgastante, até àqueles que nunca se deram ao trabalho de buscar informações das questões existenciais de sua própria vida, o que dirá aos que buscaram ou buscam?
Reunir em poucas linhas nossas dores eleitoreiras têm leveza quando puxamos a responsabilidade a nós mesmos. Se nos permitimos sermos conduzidos por foquinhas saltitantes, por representantes que escarneiam aos valores que nos mantêm menos lobos e mais humanos, por fichas-sujas que prometem “reorganizar” tudo, por ditadores estaduais que não cansam de ser o próprio sol, estaremos cada vez mais distantes das benesses das informações de fontes confiáveis.
A informação chega, melhor, ela está em nós, do banheiro ao trabalho, do lazer ao romper da aurora. Dormimos agarrados a ela. Nossa revolução permitiu “descobrir” o que quer que seja útil ou necessário, em qualquer instante, pelo telefone móvel. Então, apesar de interligados, estamos à mercê de notícia falsa, que nos leva e nos transporta a caminhos de iras, de raivas erradas, às pessoas erradas.
O diálogo político do país poderia ter índices surpreendentes de verdades oriundas de fatos, mas ele autoriza inverdades de anônimos, sem menor consequência sobre a notícia veiculada ou manipulada. Sem olhos nos olhos, a verdade ou a mentira depende só da narrativa apropriada e do investimento cobrado. A essência humana e a civilidade ficam robotizadas, por costume. Quem busca informações desprovidas de tendências e manobras precisa soar a camisa, recorrer a outros idiomas, fuçar em sites incomuns. É fadigoso, porque todos estão “aptos” a tudo, basta baixar do Google.
Adotamos o livre acesso e lutamos por informações a quem a queira, todavia entendemos custo delas e não prezamos pelos que a manipulam vendendo a alma. A consciência de reter talentos e difundir opiniões, influenciando positivamente, deveria ser o objetivo primeiro dos meios de comunicação globais. Em risco de redundância, a informação, meu nobre, desembraça ou entrelaça destinos de nações inteiras. Ela desce dos Tribunais, dos Ministérios e das Casas Executivas e Legislativas e chega até nossa mão, por meio de decisões e notícias que só parecem “apenas letras em jornais” como dizia meu amigo articulista Zé Altino Machado, que, no mais das vezes, nem a papel higiênico deveria se prestar.
O salto de algumas décadas, em especial, nos países latino-americanos, trouxe à nossa realidade cotidiana o acesso às muitas verdades, de todos os lugares do globo terrestre, que estávamos um tanto despreparados para recebê-las. Do rádio à internet a cabo, nos rincões da Amazônia, pouco se sabia sobre tal tecnologia, aliás, nem sobre energia elétrica- quem não quisesse sofrer com os racionamentos, que obtivesse seu motor de luz particular. Logo, tudo mudou. Em menos de uma década, conseguimos ter hidrelétricas, apesar do seu alto custo, aqui no norte do país. Seguindo as boas-novas, veio a internet, lenta e valiosa, às casas e aos casebres- barracos. Atingimos nossa liberdade de acesso à cultura mundial. Quão glorioso cada movimento socioeconômico desses.
E por falar em políticos, nessa corrida, mais importante nos pinta a disputa pelo poder do que o interesse nacional. As informações sobre a administração do país não nos acontecem. Não conseguimos sequer criar uma oração a esse fim, porque os antagonismos decisórios e a existência de projetos vêm para beneficiar votos. A nação não os importa. Só fazem correr as informações que os interessam.
Evidentemente que, se errar valesse dinheiro, estaríamos multimilionários na meia-vida de nossa passagem terrena. Não vale, positivamente. Geralmente, pagamos pelos nossos erros. Contudo, na maioria das vezes, sem desembolsar nenhum tostão sequer, mas pagamos. Deixamos levarem nossa energia de viver, nossa melhor expectativa, nosso desenvolvimento enquanto sociedade, nossa evolução humana, nosso superar geracional. Deixamos, porque cremos sermos genuinamente originais e únicos em cada fala, em cada ato, em cada opinião, em cada omissão, em cada decisão. Mal percebemos que estamos sendo direcionados para um ou outro lugar comum. Tudo bem, também. Do contrário, seriamos rebeldes “sem causa”.
Não desejamos anarquizar sistema algum. Desejamos compreender as causas das informações que nos chegam. São originadas onde, por que e por quem? Ficou invasivo demais, certo? Aceitamos entender a origem dos dois primeiros questionamentos, apenas. Apreender o problema que governa o país que habitamos. Dissecar o processo de escolha e oferta de candidatos às eleições federais, estaduais e municipais. Condicionar toda a população a obrigatoriamente escolher o que os convêm sem representatividade e motivos “palpáveis” é cansativo e desgastante, até àqueles que nunca se deram ao trabalho de buscar informações das questões existenciais de sua própria vida, o que dirá aos que buscaram ou buscam?
Reunir em poucas linhas nossas dores eleitoreiras têm leveza quando puxamos a responsabilidade a nós mesmos. Se nos permitimos sermos conduzidos por foquinhas saltitantes, por representantes que escarneiam aos valores que nos mantêm menos lobos e mais humanos, por fichas-sujas que prometem “reorganizar” tudo, por ditadores estaduais que não cansam de ser o próprio sol, estaremos cada vez mais distantes das benesses das informações de fontes confiáveis.
A informação chega, melhor, ela está em nós, do banheiro ao trabalho, do lazer ao romper da aurora. Dormimos agarrados a ela. Nossa revolução permitiu “descobrir” o que quer que seja útil ou necessário, em qualquer instante, pelo telefone móvel. Então, apesar de interligados, estamos à mercê de notícia falsa, que nos leva e nos transporta a caminhos de iras, de raivas erradas, às pessoas erradas.
O diálogo político do país poderia ter índices surpreendentes de verdades oriundas de fatos, mas ele autoriza inverdades de anônimos, sem menor consequência sobre a notícia veiculada ou manipulada. Sem olhos nos olhos, a verdade ou a mentira depende só da narrativa apropriada e do investimento cobrado. A essência humana e a civilidade ficam robotizadas, por costume. Quem busca informações desprovidas de tendências e manobras precisa soar a camisa, recorrer a outros idiomas, fuçar em sites incomuns. É fadigoso, porque todos estão “aptos” a tudo, basta baixar do Google.
Adotamos o livre acesso e lutamos por informações a quem a queira, todavia entendemos custo delas e não prezamos pelos que a manipulam vendendo a alma. A consciência de reter talentos e difundir opiniões, influenciando positivamente, deveria ser o objetivo primeiro dos meios de comunicação globais. Em risco de redundância, a informação, meu nobre, desembraça ou entrelaça destinos de nações inteiras. Ela desce dos Tribunais, dos Ministérios e das Casas Executivas e Legislativas e chega até nossa mão, por meio de decisões e notícias que só parecem “apenas letras em jornais” como dizia meu amigo articulista Zé Altino Machado, que, no mais das vezes, nem a papel higiênico deveria se prestar.