Assim, surgiu Sócrates como formidável discípulo Platão, e muitos outros que se tornaram não menos famosos.
Nos primeiros passos, da democrática intenção de se governar povos através de votos “bem conquistados” em urnas, já obrigaram o “pai” Sócrates a beber cicuta. (veneno com nome difícil). Tempos depois, não longo, foi a vez de Sêneca cortar seus pulsos, compulsoriamente. A demô…numa tempestade tal qual sem rumo ganhara rédeas.
Daí para a frente, no mundo, uma recaída de mais de mil anos, com reis, força, tiranias, conquistas por espada e depois de agregada a cultura chinesa vindo com Ghengis Khan, na bala e no canhão. O terror corria solto em nome de impérios, e até de religiões.
Novos sonhos, nova tentativa. Os franceses, com heroísmo tentam o resgate da esquecida democracia, em tempos já ditos modernos. Fizeram uma revolução repleta de ideais, para tirar o Rei e democraticamente dividir governo e pão. A seguir, em nome do povo, decapitaram tanta gente, que o sangue não só lavou, como levou o histórico ideário, e tudo acabou em Napoleão.
Fundaram os Estados Unidos da América. Aí, naquele lugar, parecia que ela, democracia, chegara para ficar. A constituição norte americana, diferente do que pensam os políticos constituintes menores, não foi feita exclusivamente por juristas, que jamais haveriam de escrever o que de melhor ela contém, ser dever do Estado a busca constante da felicidade a seu povo. Bem por isto, todas outras, cópias bem ou malfeitas, até hoje, são trabalho de representantes do povo, com grande maioria sem nenhum doutorado. O que escreveram os americanos, àquela época é ainda, o melhor sintetismo de livre direito e deveres do cidadão, que se conhece.
Tudo lá ia bem, até que, alguns árabes, com muita raiva, trombaram dois aviões em torres cheias de gente. Daí para frente o organizado Estado americano tá botando pra quebrar em cima de seu próprio povo e pior, mais noutros povos que não tiveram nada a ver com isto. E tome míssil e bomba, em nome da democracia, claro!!!
Deixando de lado a história e a rixa dos americanos, aqui em nossa terra, até apelido já ganhou, demô. Chegou bem ao jeito brasileiro. No passado, em meio à avenida, um marechal em desfile a cavalo, tirou seu boné e declarou que éramos a Republica Democrática do Brasil. Foi festa, mas em surdina, todo mundo já brigava para ser presidente. O nível político desceu horrores, às tramas e artimanhas, construindo por mais de cem anos, um completo domínio de elites econômicas.
Nosso Imperador, coitado, caindo, escafedeu-se sem dar tiro, nem machucar ninguém. Na contrapartida como herança maldita, deixou, tal qual o carnaval, que para ser eleito no Brasil e merecer do eleitor, o voto, tem que se ser “manso” e extremamente simpático. Por isso, no planejamento de alguns políticos que temos, mais que a qualidade das intenções e propostas para receber votos, vem a demagógica romaria, que muitos na cara dura, fazem até em período não eleitoral. Aniversários infantis, batizados, casamentos, bailes, velórios e outros afins são uma constante para eles. E parece que isto continua a ser a melhor trilha para sucesso deles no interior do país. Ah sim, ainda tem que pegar menino no colo e beijar mulher dos outros. Planos, projetos, propostas, as mais estapafúrdias e tantas bobiças …os resultados para povo e país são trágicos e na maioria invisíveis, no momento da ação.
Pessoas enérgicas e antipáticas, se ganham eleição é com dificuldade, ou então em momentos de comoção ou adversidade popular, ainda que contem com bastante experiência, projetos e claras propostas,
E este é o problema, afinal não se conhece velhaco ou vigarista, que não seja extremamente simpático, é uma necessidade o seu exercício, para êxito do espertalhão.
Que vingança da nossa cultura!!!! A democracia é maravilhosa, o homem é que difícil.
Pois é … política nacional, estadual, municipal… tudo igual, tudo igual, para onde vamos nós?.
José Altino
Jornalista diário, escritor, aviador, ex-fundador da União Sindical dos Garimpeiros da Amazônia Legal, ex-membro do Conselho Superior de Minas.