Por favor, não há nada de errado em ser uma igreja pequena. Só que algumas delas, por meio de suas lideranças, precisam passar os olhos nas dez reflexões que apresentaremos hoje aqui.
Então, por que a maioria das igrejas nunca ultrapassa a marca de 200 pessoas? Entenda. Não é (i) falta de desejo: A maioria dos líderes deseja que sua igreja alcance mais pessoas; (ii) falta de oração: Muitos líderes de pequenas igrejas são incrivelmente fiéis em oração; (iii) falta de amor: Algumas das pessoas em igrejas menores amam as pessoas autenticamente; (iv) questão de instalações físicas: O crescimento pode começar nos lugares mais improváveis. Porém, alguns confundem vida cristã com vida ministerial.
Então, aqui estão 10 (dez) razões pelas quais as igrejas que querem crescer acabam ficando pequenas:
1. Mentalidade equivocada: Alguns abrem (criam, organizam) igrejas como que fosse um negócio secular, muitas vezes com o propósito de auferir uma nova fonte de renda, ou se autodizimar, ocupar um “posto”, ser reconhecido como um líder etc. Igrejas abertas com estes propósitos não crescem e nem duram no tempo.
2. Chamado inventado: Não adianta inventar de ser pastor, de abrir uma igreja sem ter um chamado autêntico de Deus. Como assim? O que é de Deus, é limpo, honesto, há rendição de vida, não tem subterfúgio, nem segundas intenções. O que é de Deus dá certo e prospera independentemente das dificuldades normais da vida humana e da vida espiritual.
3. Único cuidador. Quando o pastor só ele visita doente, faz cada casamento, funeral e visitas domiciliares regulares, ele se torna incapaz de fazer outras coisas. Esse modelo simplesmente não escala. Se você for bom nisso, aumentará a igreja para 200 pessoas e depois desapontará as pessoas quando não puder mais ir a todos os eventos. Ou você simplesmente vai se “queimar”. Isso cria falsas expectativas e muitas pessoas se machucam no processo. A resposta, aliás, é ensinar as pessoas à cuidarem umas das outras em grupos.
4. Falta de estratégia. Muitas igrejas hoje são claras em missão e visão. Entretanto, o que mais falta é uma estratégia amplamente compartilhada e acordada. Sua visão e missão respondem o “por que” e o “que” da sua organização. Sua estratégia responde “como”. E o “como” é crítico. Invista tempo trabalhando em sua estratégia em equipe e com a membresia. Seja claro sobre “como” você cumprirá sua missão e não descanse até que a missão, visão e estratégia residam em cada voluntário e líder.
5. Lideranças “sufocadas”. Em toda igreja, há pessoas que ocupam a posição de liderança e também há pessoas que são verdadeiramente líderes (que podem não ocupar nenhuma posição em sua igreja). Libere as pessoas que possuem cargos, mas não estão avançando na missão e entregue o trabalho a verdadeiros líderes. Procure pessoas que tenham um histórico de lidar com responsabilidades em outras áreas da vida e dê a elas a tarefa de liderar a igreja. Isso fará uma grande diferença.
6. Voluntários sem capacitação. Claro, igrejas pequenas podem não ter orçamento para contratar funcionários, mas você tem pessoas, voluntários. Depois de identificar os verdadeiros líderes e de ter clareza sobre a visão e a estratégia de sua missão, você precisa capacitar e treinar as pessoas para realizá-la. Tente fazer tudo sozinho e você vai se esgotar, sair ou simplesmente ser ineficaz. Lembre-se da história de Moisés e Jetro. Capacite os voluntários em torno de uma estratégia alinhada e você começará a ver o progresso.
7. Governança “engessada”. Se você precisa de permissão toda vez que precisa comprar toalhas de papel ou repintar a frente de um templo, você tem um problema de centralização de poder. É preciso ter uma equipe que guarde a missão e a visão. Depois saia do caminho e descentralize.
8. Excesso de reuniões. Têm igrejas com cinquenta pessoas e duas ou três reuniões presenciais ou remotas por semana. Por que igrejas tão pequenas precisariam se reunir tanto? Adapte a maioria dessas reuniões para tratar sobre visão e planejamento do trabalho. Se você vai se encontrar, encontre-se com propósitos definidos para melhorar o futuro do trabalho. Libere seu tempo e o de sua equipe para realizações significativas.
9. Eventos desnecessários. Atividade não é igual a realização. Só porque você está ocupado não significa que está sendo eficaz. Se você verificar a maioria das igrejas pequenas, há muitos programas que realizam pouco e não levam a lugar nenhum. Pare-os, tenha coragem de cortar até alguns bons programas. O bom é inimigo do ótimo. Foque em ações que realmente deem resultados.
10. Desejo de agradar a todos. Muitos pastores gostam de agradar as pessoas por natureza. Faça o que for preciso para superar o medo de decepcionar as pessoas. Liderança corajosa é como pais corajosos. Não faça o que seus filhos querem; faça o melhor para eles. Eventualmente, muitos deles vão agradecer. E o resto? Honestamente, eles provavelmente irão para outra igreja que também não está alcançando muitas pessoas.
O diagnóstico pode parecer um pouco duro, mas problemas radicais exigem soluções radicais. Fonte: Adaptado de https://jmnoticia.com.br – Por Carey Nieuwhof.
DESTAQUES DA SEMANA
1- Pastor Iaci Pelaes, Promotor de Justiça do MPAP e Pastor Fabio Santana, Juiz de Direito do TJAP.
2- Evangelho de Lucas. Será o tema da próxima Revista da Escola Dominical, 4º trimestre/2023.
3- Casal de Advogados Pastores Besaliel Rodrigues e Ester Farias da Silva, da Igreja AD – A Pioneira.
LIDERANÇAS
Livro da semana nº 35: A história de um empreendedor judeu na Amazônia. Autor: José Alcolumbre. Edição Autônoma, 1ª Ed., Macapá/AP, 2022, 54 p. Em breve chegará a 2ª edição deste livro.
Trata-se de autobiografia, na qual o autor publiciza informações sobre sua família e de sua exitosa trajetória empreendedora no Estado do Amapá. A Obra está estruturada em cinco capítulos: I- Território Federal, os primeiros judeus e a chegada dos Alcolumbres ao Amapá; II- A Família Alcolumbre e os primeiros anos do menino Zé (1950-1965); III- O tino para o comércio: Trabalhando em farmácia e escritório de contabilidade (1966-1971); IV- Pensamentos e anseios de José Alcolumbre; V- Trajetória curricular.
José Alcolumbre, na iniciativa privada, é um dos principais empresários do Estado do Amapá, nas áreas da comunicação, revenda de veículos, de combustíveis e pneus, alimentos etc. Na esfera pública, foi juiz federal do trabalho (Classista – TRT8), contador da ICOMI, presidente do SEBRAE, da APAE, da ACIA, dentre tantas outras entidades. É bacharel em Direito e Advogado nº 1254 da OAB/AP.
ESPECIAL
Utilidade Pública: Dica 35. Pastor X direitos trabalhistas. Lei nº 14.647, de 04.08.2023.
Esta lei diz: Art. 1º O art. 442 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 2º e 3º, numerando-se o atual parágrafo único como §1º e §2º. Não existe vínculo empregatício entre entidades religiosas de qualquer denominação ou natureza ou instituições de ensino vocacional e ministros de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, ou quaisquer outros que a eles se equiparem, ainda que se dediquem parcial ou integralmente a atividades ligadas à administração da entidade ou instituição a que estejam vinculados ou estejam em formação ou treinamento. §3º O disposto no §2º não se aplica em caso de desvirtuamento da finalidade religiosa e voluntária.”.
A função de pastor não é considerada um trabalho secular, mas uma vocação espiritual, um chamado para a Obra religiosa. Esse já era o entendimento dos tribunais trabalhistas. Agora, a lei confirmou.
REFLEXÃO
Tema: O que é maturidade? – 2º Samuel 5.5.
Davi notabilizou-se por sua confiança em Deus, senso de justiça, capacidade de liderança e destreza militar. Maturidade não é sinônimo de santidade; significa ter habilidade para (con)viver.
A história de Davi nos ensina como perceber o processo de amadurecimento em nossa vida, na família, na sociedade e em nosso dia a dia na Igreja. A ideia aqui é aprender que o processo de amadurecimento deve está sempre debaixo do controle da vontade soberana de Deus.
O processo de maturidade tem a ver com o nosso caráter, persistência, paciência e domínio próprio. Veja: Com o urso e o leão, Davi foi corajoso; com Golias, foi impetuoso, ousado; com seus valentes, Davi foi amigo, parceiro; mas com Saul, foi resiliente, paciente, respeitando hierarquia e a vontade de Deus em sua vida.
O Apóstolo Paulo disse em 1ª Co 13.11: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, deixei as coisas próprias de menino.”. Assim, cresçamos a cada dia em maturidade, deixando todas as meninices da vida para trás.
FICA A DICA
NEWS: Como economizar. Dicas principalmente para desempregados, autônomos, micro empreendedores, vivem por conta própria, “free lances”, trabalham, mas ganham pouco (etc.) e estão sem dinheiro extra. Saibam que uma das principais maneiras (indiretas) de ganhar dinheiro é não gastando. Então, vejam algumas dicas de como preservar, conservar seus poucos recursos.
Com as letras G: Gratuidades em geral. Por vivermos em um Estado Social (país que possui diversas políticas de ajuda às pessoas vulneráveis), que possui uma Constituição Federal que garante diversos direitos aos cidadãos, a legislação em geral (federal, estadual e municipal) prevê diversas gratuidades. Ex: Quem for doador regular de sangue, tem direito a viajar de graça nos ônibus intermunicipais, ou seja, de Macapá para qualquer município do interior. Óbvio que há necessidade de agendamento prévio.
Evite ficar com vergonha deste momento da vida em que você está enfrentando limitações financeiras. Creia que esta fase logo vai passar e, em breve, você estará vivendo uma situação nova, melhor.