Por muito tempo, eu me perguntei: Quem, realmente, crio o “Dia dos Pais”, este farol luminoso que nos ajuda a ver mais claramente o futuro? Comemoramos o dia de alguém que foi um dos responsáveis pela nossa vinda ao mundo, e que comemorou, também, a chegada da gente de uma maneira bem intensa e carinhosa, porém, sabe-se que muitos não merecem esse título tão nobre, de um chamado tão sagrado, isso mesmo, ser pai é um chamado de Deus, chamado do qual você nunca é desobrigado.
Origem
Uma jovem de Washington, nos Estados Unidos, chamada Sonora Louise Smart Dodd, teve uma ideia ao escutar uma mensagem em homenagem ao Dia das Mães, celebrado desde 1908 no país. Então, Sonora decidiu criar uma data para homenagear e mostrar o orgulho que sentia de seu pai, William Jackson Smart, um veterano da Guerra Civil. Muito dedicado, o ex-combatente teve a tarefa de criar os 6 filhos sozinho, após perder a esposa em seu último parto.
Sonora Dodd escolheu o dia 19 de junho, data de nascimento de seu pai, e enviou uma petição às autoridades e igrejas locais, onde a Associação Ministerial de Spokane apoiou a ideia, comemorando o primeiro Dia dos Pais em 19 de junho de 1910. Rosas foram a escolha do símbolo do evento, sendo as vermelhas para dedicar aos pais vivos, e as brancas, aos falecidos.
O gesto simples fez com que virasse tradição e se espalhasse rapidamente pelo estado de Washington e também pelo restante do país, porém, o dia só foi reconhecido em 1966, e oficializado seis anos depois, em 1972, pelo então presidente Richard Nixon, para ser comemorado anualmente no terceiro domingo de junho.
No entanto, há uma versão bem mais antiga. Segundo historiadores, foram encontrados indícios de que a prática de homenagear os pais já existia há mais de 4 mil anos. Foram descobertas diversas mensagens em placas de argilas, escritas por um garoto babilônio, que desejava boa saúde, sorte e vida longa ao seu pai.
Já em terras brasileiras, a data foi comemorada pela primeira vez em 16 de agosto de 1953. Criada pelo publicitário Sylvio Bhering, na época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima, o objetivo do “Dia do Papai” era tanto para reconhecimento da figura paterna, quanto para atrair anunciantes e alavancar as vendas no país. Como a população era predominantemente constituída por católicos, a ideia da data foi escolhida justamente para coincidir com o dia de São Joaquim, considerado o patriarca da família, por ser pai da Virgem Maria e avô de Jesus Cristo.
Anos depois, por motivos comerciais, foi decidido que a comemoração seria no segundo domingo do mês de agosto. A mudança aconteceu, pois o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo de maio, mas há também quem diga que o motivo principal era para que a data fosse celebrada sempre aos domingos, dia em que a maioria dos pais estão de folga, permitindo que a família se reunisse e festejasse por mais tempo esse momento especial. E assim permanece até hoje.
“Isso mesmo, ser pai é um chamado de Deus, chamado do qual você nunca é desobrigado”.
Eu recebi este chamado em 1989 com o nascimento de meu primeiro filho Sávio Murilo 34 e depois Gabriel 25 e Jorge Henrique 17. Meus filhos me ajudaram a me tornar o homem que hoje sou, o pai que hoje sou, assim como o marido que hoje sou. São filhos de boas mães, mulheres que tenho imenso respeito e carinho. Eu sempre tive um espelho e uma inspiração, o meu próprio e amado pai. Eu sempre quis ser o pai que ele foi. Responsável, amável, honesto e profissionalmente, um grande exemplo. Um pai que nunca deixou faltar nada que era necessário para nós: Alimento, Saúde, educação e amor.
Meu pai, Benedito Ferreira Maia nasceu em 13 de outubro de 1924 no município de Bragança-Pa. Apesar de ter sido criado lá ate a sua juventude, ele foi para Belém e entrou para a Aeronáutica, lugar onde galgou de soldado a primeiro Sargento, indo para reserva como suboficial com a medalha de honra ao mérito pelo grande serviço prestado à Aeronáutica. Essa medalha, para mim, sempre foi um motivo de grande orgulho, pois mostra, de forma bem clara, o tipo de profissional que foi o meu pai.
Um dos grandes ensinamentos que meu pai nos deixou, foi a simplicidade, pois apesar do nível escolar e de sua patente militar, tendo irmãos, profissionalmente, abaixo dele, ele nunca deixou isso ser maior do que o respeito e amor que ele tinha por esses irmãos e suas relações, os tratando sempre, carinhosamente, de “Mano” ou compadre, nos ensinando que no coração habitava a nossa maior riqueza. E esse ensinamento, eu levo comigo para onde eu vou. Muitas coisas me fazem lembrar do meu Pai: Os jogos do Flamengo, do Paysandu, as músicas do Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Clara Nunes, entre outros e outras coisas.
Eu sempre olhava para ele como o ser que eu queria ser quando me tornasse pai, pois ser pai era o que eu tinha como certo em minha vida. Eu sabia que um dia eu iria ser pai, e nada melhor que ter o meu próprio pai como o maior exemplo desse chamado tão sagrado. Um pai que sempre se preocupou com o bem-estar de sua família, que se doou e dedicou seu tempo e talento em prol de mim e de meus irmão e irmãs. Eu nunca quis ter pai de amigo algum, mas quis que alguns amigos meus tivessem o pai que eu tinha, pois como pai, ele foi avô, tio, irmão, padrinho, compadre e acima de tudo: AMIGO.
Em 08 de julho de 1995, meu pai veio a falecer aos 66 anos. Aquele sábado foi um dia vazio. Porém, foi um dia o qual eu agradeci a Deus pela a benção de ter tido um pai como o meu. Um homem grande, de um coração nobre e de atitudes fortes e caráter grandioso. Um ser que eu sinto um imenso amor e saudade.
Gostaria de parabenizar todos os pais, vivos ou não, neste dia tão especial. Que possamos ser para os nossos filhos este farol luminoso que os ajudarão a ver mais claramente o futuro. Sendo também exemplos para que eles se tornem bons pais. A nós: FELIZ DIA DOS PAIS.
ENQUANTO A VIDA PASSA (Dedicado a Benedito Maia)
Enquanto a vida passa
Eu passo o tempo aqui
Escrevo em meu coração
Coisas que não disse a ti.
És a planta que sonhei
Nos jardins do sonho meu
Tua sombra ficou no quarto
No lugar que eu acordei.
Vamos andar pelas nuvens
Colher as conchas no céu
Voar na crina do vento
Brincar nos favos de mel.
O silêncio em mim se ergueu
Desde quando você se foi
Deixaste em mim o que era teu
Levando em ti o que vem depois.
Tenho que seguir minha jornada
A vida é um rio sem direção
Hei de segurar firme o leme
Sem temer as ondas que virão.
Autor: Jorge A. M. Maia
Origem
Uma jovem de Washington, nos Estados Unidos, chamada Sonora Louise Smart Dodd, teve uma ideia ao escutar uma mensagem em homenagem ao Dia das Mães, celebrado desde 1908 no país. Então, Sonora decidiu criar uma data para homenagear e mostrar o orgulho que sentia de seu pai, William Jackson Smart, um veterano da Guerra Civil. Muito dedicado, o ex-combatente teve a tarefa de criar os 6 filhos sozinho, após perder a esposa em seu último parto.
Sonora Dodd escolheu o dia 19 de junho, data de nascimento de seu pai, e enviou uma petição às autoridades e igrejas locais, onde a Associação Ministerial de Spokane apoiou a ideia, comemorando o primeiro Dia dos Pais em 19 de junho de 1910. Rosas foram a escolha do símbolo do evento, sendo as vermelhas para dedicar aos pais vivos, e as brancas, aos falecidos.
O gesto simples fez com que virasse tradição e se espalhasse rapidamente pelo estado de Washington e também pelo restante do país, porém, o dia só foi reconhecido em 1966, e oficializado seis anos depois, em 1972, pelo então presidente Richard Nixon, para ser comemorado anualmente no terceiro domingo de junho.
No entanto, há uma versão bem mais antiga. Segundo historiadores, foram encontrados indícios de que a prática de homenagear os pais já existia há mais de 4 mil anos. Foram descobertas diversas mensagens em placas de argilas, escritas por um garoto babilônio, que desejava boa saúde, sorte e vida longa ao seu pai.
Já em terras brasileiras, a data foi comemorada pela primeira vez em 16 de agosto de 1953. Criada pelo publicitário Sylvio Bhering, na época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima, o objetivo do “Dia do Papai” era tanto para reconhecimento da figura paterna, quanto para atrair anunciantes e alavancar as vendas no país. Como a população era predominantemente constituída por católicos, a ideia da data foi escolhida justamente para coincidir com o dia de São Joaquim, considerado o patriarca da família, por ser pai da Virgem Maria e avô de Jesus Cristo.
Anos depois, por motivos comerciais, foi decidido que a comemoração seria no segundo domingo do mês de agosto. A mudança aconteceu, pois o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo de maio, mas há também quem diga que o motivo principal era para que a data fosse celebrada sempre aos domingos, dia em que a maioria dos pais estão de folga, permitindo que a família se reunisse e festejasse por mais tempo esse momento especial. E assim permanece até hoje.
“Isso mesmo, ser pai é um chamado de Deus, chamado do qual você nunca é desobrigado”.
Eu recebi este chamado em 1989 com o nascimento de meu primeiro filho Sávio Murilo 34 e depois Gabriel 25 e Jorge Henrique 17. Meus filhos me ajudaram a me tornar o homem que hoje sou, o pai que hoje sou, assim como o marido que hoje sou. São filhos de boas mães, mulheres que tenho imenso respeito e carinho. Eu sempre tive um espelho e uma inspiração, o meu próprio e amado pai. Eu sempre quis ser o pai que ele foi. Responsável, amável, honesto e profissionalmente, um grande exemplo. Um pai que nunca deixou faltar nada que era necessário para nós: Alimento, Saúde, educação e amor.
Meu pai, Benedito Ferreira Maia nasceu em 13 de outubro de 1924 no município de Bragança-Pa. Apesar de ter sido criado lá ate a sua juventude, ele foi para Belém e entrou para a Aeronáutica, lugar onde galgou de soldado a primeiro Sargento, indo para reserva como suboficial com a medalha de honra ao mérito pelo grande serviço prestado à Aeronáutica. Essa medalha, para mim, sempre foi um motivo de grande orgulho, pois mostra, de forma bem clara, o tipo de profissional que foi o meu pai.
Um dos grandes ensinamentos que meu pai nos deixou, foi a simplicidade, pois apesar do nível escolar e de sua patente militar, tendo irmãos, profissionalmente, abaixo dele, ele nunca deixou isso ser maior do que o respeito e amor que ele tinha por esses irmãos e suas relações, os tratando sempre, carinhosamente, de “Mano” ou compadre, nos ensinando que no coração habitava a nossa maior riqueza. E esse ensinamento, eu levo comigo para onde eu vou. Muitas coisas me fazem lembrar do meu Pai: Os jogos do Flamengo, do Paysandu, as músicas do Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Clara Nunes, entre outros e outras coisas.
Eu sempre olhava para ele como o ser que eu queria ser quando me tornasse pai, pois ser pai era o que eu tinha como certo em minha vida. Eu sabia que um dia eu iria ser pai, e nada melhor que ter o meu próprio pai como o maior exemplo desse chamado tão sagrado. Um pai que sempre se preocupou com o bem-estar de sua família, que se doou e dedicou seu tempo e talento em prol de mim e de meus irmão e irmãs. Eu nunca quis ter pai de amigo algum, mas quis que alguns amigos meus tivessem o pai que eu tinha, pois como pai, ele foi avô, tio, irmão, padrinho, compadre e acima de tudo: AMIGO.
Em 08 de julho de 1995, meu pai veio a falecer aos 66 anos. Aquele sábado foi um dia vazio. Porém, foi um dia o qual eu agradeci a Deus pela a benção de ter tido um pai como o meu. Um homem grande, de um coração nobre e de atitudes fortes e caráter grandioso. Um ser que eu sinto um imenso amor e saudade.
Gostaria de parabenizar todos os pais, vivos ou não, neste dia tão especial. Que possamos ser para os nossos filhos este farol luminoso que os ajudarão a ver mais claramente o futuro. Sendo também exemplos para que eles se tornem bons pais. A nós: FELIZ DIA DOS PAIS.
ENQUANTO A VIDA PASSA (Dedicado a Benedito Maia)
Enquanto a vida passa
Eu passo o tempo aqui
Escrevo em meu coração
Coisas que não disse a ti.
És a planta que sonhei
Nos jardins do sonho meu
Tua sombra ficou no quarto
No lugar que eu acordei.
Vamos andar pelas nuvens
Colher as conchas no céu
Voar na crina do vento
Brincar nos favos de mel.
O silêncio em mim se ergueu
Desde quando você se foi
Deixaste em mim o que era teu
Levando em ti o que vem depois.
Tenho que seguir minha jornada
A vida é um rio sem direção
Hei de segurar firme o leme
Sem temer as ondas que virão.
Autor: Jorge A. M. Maia