A Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Macapá retomou, na manhã desta terça-feira (18), a sessão plenária de julgamento do ex-policial Leandro Silva Freitas, acusado pelo feminicídio da empresária “Katia Silva”. Neste segundo dia, a titular da unidade, juíza Lívia Simone Freitas, continua a conduzir a escuta dos depoimentos de testemunhas e peritos sobre o crime, cometido em julho de 2020.
Por se tratar de um júri diferente, com previsão para durar até três dias, foi necessária uma série de medidas para garantir a segurança e incomunicabilidade dos jurados, representantes da sociedade que atuam como os juízes do caso.
De acordo com a juíza Lívia Simone Freitas, a unidade contou com o apoio do Tribunal de Justiça, por meio do Gabinete Militar, Oficiais de Justiça e demais servidores.
“Uma das principais características do Conselho de Sentença é, além de ser formado por cidadãos, sua incomunicabilidade, o que demanda uma grande logística que inclui hospedagem e alimentação”, explicou.
Um dos momentos mais aguardados do julgamento era o depoimento de Kadu Deocleciano Almeida Ribeiro, de 26 anos, filho da vítima.
Durante os esclarecimentos o filho de Kátia afirmou que o ex-policial civil Leandro Freitas é o assassino de sua mãe, ele detalhou que na noite do crime acontecia uma comemoração de aniversário em sua casa, quando ele é Leandro saíram para comprar bebidas e ao retornarem o ex-policial teria efetuado dois disparos para cima em frente de seu imóvel.
Ainda de acordo com Kadu, kátia teria reclamado da atitude do então policial e logo após o casal teria saído para deixar a filha da vítima na casa de um familiar.
Quando eles retornaram a esposa de Kadu teria lhe avisado o casal estava discutindo na frente da residência e disse para ele ir cuidar da mãe, pois Leandro estava embriagado.
O promotor questinou o filho de Kátia sobre o que ele lembrava depois disso.
“Ouvi o disparo, e, ela gritar: “ahhh”, detalhou chorando.
Ainda segundo a versão de Kadu ele desarmou Leandro e contou com o auxilio de familiares e vizinhos para levar sua mãe para o hospital.
“Entreguei a arma para um oficial de Polícia Militar”, finalizou.
Ainda muito emocionado, o jovem disse que dói demais saber que estão querendo me culpar sem fundamento e sem respeitar a dor da nossa família.

