“Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda.” Lc23,32)
Assim é a nossa história, nesse mundo desumano, tecnológico, intolerante e cheio de ódio. Jesus, até o final de sua vida na cruz, teve vários encontros. Jesus perdoou, usou de misericórdia e acima de tudo nos ensinou a amar.
O Domingo de Ramos nos lança no mistério da dor e do amor. No profundo mistério do desconhecido e do mal. O povo escolheu a morte e condenou um inocente. O jogo político, dos interesses e das conveniências levou Pilatos a transferir para o “povo” a decisão de matar ou salvar Jesus.
Ele foi condenado como um agitador: “Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Nós também, durante a nossa vida, na caminhada de esperança e paixão, nos encontramos no deserto, na noite escura de nossas dores de morte, e também com pessoas que nos oferecem flores de afeto, de ternura, de carinho.
Quem nunca teve alguém que o ajudou a carregar a cruz? Quem também nunca sofreu a dor de traição de um amigo, de um familiar, de um político? Todos eles são os Judas de nossa história.
O melhor é que nunca esqueceremos os encontros verdadeiros e fecundos. Esses fecundam a vida, como a chuva que fecunda a terra.
Na dor da morte, o Deus humano grita: “Meu Deus, meu Pai, para que me abandonastes?”.
Tudo parece terminado. Não há mais nada para fazer que seguir o caminho da morte, da traição, da ignomínia, da zombaria e escárnio. Eles mataram o corpo. É aí que renasce a esperança. Jamais haverão de matar a certeza de que a vida vence a morte. Feliz Páscoa para todos!