Hernandes foi encontrado morto em 20 de janeiro, no apartamento onde ele morava no bairro Buritizal, na Zona Sul da capital.
Segundo a polícia, em depoimento o empresário confessou a autoria da morte e disse que discutia constantemente com a vítima por conta dos latidos dos cachorros que perturbavam o sono de Hernandes.
Raimundo que trabalha no segmento de panificação, se apresentou na delegacia nesta segunda (25), e confessou a autoria do crime. Ele entregou a arma de fogo calibre 38 utilizada no crime, sem as munições.
Ainda segundo a polícia, nesta quarta-feira (27), foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência e na padaria do homem, mas nada foi encontrado.
O delegado Wellington Ferraz, titular da Decipe, detalhou que a parte de trás do apartamento da vítima e a panificadora são divididos apenas por uma grade, por isso ocorriam as constantes discussões.
“Havia uma grade, os fundos da casa da vítima davam para os fundos do estabelecimento comercial. Ele [empresário] disse que nesse dia a esposa dele teria descido para colocar a comida dos cães e ao chegar no local houve uma discussão. Segundo ele, a vítima teria agredido com palavras e também fisicamente a companheira dele, e isso o irritou ao ponto dele já descer com a arma e efetuar três disparos. Desses três, um deles atingiu fatalmente a vítima próximo do olho”, disse o delegado.
O irmão do policial só foi encontrado um dia depois da morte já em estado de decomposição.
O empresário deve responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. A Justiça entendeu que o caso não apresentava os requisitos para a prisão preventiva.

