Entre tantos aspectos, urge falar em nossas homilias e catequese sobre a educação para o trânsito. A cada dez minutos uma pessoa morre vítima de violência pública no Brasil, ou seja, seis mortes por hora. Esse número praticamente se iguala quando se trata de acidentes de trânsito: a cada doze minutos uma pessoa morre vítima da violência no trânsito, ou seja, cinco mortes a cada hora, conforme levantamento feito pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.
Quem viu Macapá crescer, percebe as mudanças que ocorreram, ao longo das últimas décadas. A violência no trânsito de Macapá contribui com os índices da violência urbana. A Educação no Trânsito é fundamental para a preservação da vida.
O que presenciamos todos os dias nas ruas de Macapá, são pessoas que levam para o trânsito seus defeitos, seus problemas, suas revoltas, suas frustrações, preconceitos, intolerâncias e porque não dizer sua falta de civilidade. Será que falta educação ou amor a vida? Será que perdemos o sentido do viver?
O trânsito em Macapá revela à banalização do mal. A total falta de sensibilidade, o egoísmo e uma estrutura falida, que contribuem para o cenário caótico urbano.
Através da educação no trânsito dentro das escolas poderemos formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar a vida e o trânsito. A iniciativa tem por objetivo contribuir na construção de valores, como o respeito ao próximo para a proteção da vida, que é o nosso bem maior. A educação no trânsito nas escolas auxiliar, ainda, na compreensão da criança em relação aos elementos e as situações vivenciadas no trânsito.
O ensinamento sobre educação no trânsito deve começar em casa, na família, na igreja e na Escola. As crianças e os jovens devem ser orientados a ter um comportamento e atitudes adequadas em relação à segurança necessária nas vias públicas, tanto na condição de pedestre quanto na de passageiro. Aqueles que usam bicicletas devem aprender que existem faixas para ciclistas e outros lugares apropriados, que excluem as vias públicas. Como educar se faltam espaços próprios para a devida locomoção?
Motoristas e pedestres não seguem as leis, o que pode provocar a ocorrência de vários acidentes de trânsito. Ninguém respeita a faixa de pedestres, muitos não usam o cinto de segurança, dirigem embriagados, não utilizam a cadeirinha para crianças no carro. A educação no trânsito não se limita apenas a ensinar regras de circulação, mas também deve contribuir para formar cidadãos responsáveis, autônomos, comprometidos com a preservação da vida.
A educação no trânsito também está relacionada com o cultivo de hábitos saudáveis, atitudes preventivas, e com o exercício de ações mais humanas. Muitas vidas seriam poupadas se o causador de um acidente tivesse colocado em prática o que todos sabem: não beber antes de dirigir, revisar o veículo periodicamente, não ultrapassar em lugares proibidos e respeitar os limites de velocidade. Essas são ações geradoras de mais segurança e melhor qualidade de vida. Precisamos nos educar para a vida.