O fenômeno acontece quando um grupo de pessoas compartilha uma memória falsa, de pronto, ao serem questionados sobre pontos do passado ou eventos que “jamais” aconteceram. Por meio de um estudo – ou investigação dirigida- de Fiona Bromme, a pesquisadora de efeitos sobrenaturais, em uma convenção de Star Trek, percebeu acreditar que Nelson Mandela havia morrido na década de 1990, o que, na verdade, ocorreu em 2013, aos noventa e cinco anos.
Interrogando outras pessoas, naquele evento, identificou que muitas compartilhavam da mesma crença — tinha gente que até insistiu em ter visto a transmissão televisionada de seu funeral. É bem possível que o mesmo esteja acontecendo por aqui, nesses dias fatídicos. Como tantas pessoas tem a mesma memória falsa? Ao que se prestam ir fazer aglomeração em QGs, nos diversos estados brasileiros, alegando ocorrências sem chancela da Suprema Corte [amém]?
O povo de verde e amarelo, que tem orado, rezado e clamado por socorro das Forças Armadas, convocam-nas com base em quais fatos passados? Que memória é essa de desvios de dinheiro público, por organizações criminosas que teriam a participação de agentes públicos, empresários e doleiros e que passaram a ser investigadas, perante a Justiça Federal em Curitiba? Fundados em que veracidade clamam por transparência, no processo eleitoral? Baseados em que pedem por liberdade de expressão? Falsas recordações da realidade…
O sufrágio, poder reconhecido aos cidadãos para participar direta ou indiretamente da soberania de um país, é direito subjetivo sim, mas requer pressuposto verdadeiro dos eventos. Essa ideia de “eleição não se ganha, se toma” é puro devaneio coletivo! Efeito Mandela!
O Efeito Mandela é o grande responsável por toda essa movimentação popular insistente de quase dois meses, em nossas cidades. Multidões de brasileiros, vistos mundo a fora, exercendo uma das garantias constitucionais, embasados em traidoras recordações históricas. Não percebe essa gente que tudo é teoria da conspiração? As provas demonstradas pelas investigações e julgadas em reiteradas decisões judiciais não passam de memórias falsas tão fortes e específicas que as pessoas acreditam que elas provam a existência de crimes contra a nação brasileira.
Ah, por favor, continuemos a vida. Após dia primeiro de janeiro de dois mil e vinte e três, a paz volta a reinar, a ordem e o progresso, finalmente, serão reestabelecidos. O que se propagou e demonstrou, visualmente, foram muito mais indicadores conspiratórios contra o amor e o ódio do bem do que contra a verdade dos fatos.
A quem busca a versão real de acontecidos, restou o novo tipo penal de agente antidemocrático, que merece a pena, sem investigação e instrução processual. As pessoas “do bem”, frequentemente, apontam para a necessidade e a urgência da volta do status quo ante, a fim de exterminar essa gente questionadora contra partido único (L).
Os eleitores e simpatizantes do amor vencedor (L) estão muito confiantes nas suas escolhas e decisões, para o futuro do país, por já ter familiaridade com sistema das coisas e, claro, por nunca estarem errados. Os opositores intitulados patriotas vêm tendo erro de memória real e consistente e, provavelmente, ao que se tem propagado, receberão multas e cadeia!
Qual o tipo penal aos tais patriotas? Efeito de recordações falsas! Mesmo diante de tanto discurso de ódio do bem e movimentações aparentemente desastrosas à economia e à sociedade, esses opositores do globalismo (L) ainda insistem na versão incorreta da realidade, contrária ao sistema vitorioso (L)?
Quem diria que a maioria da população brasileira sofreria de histeria em grupo, pedindo, livremente, pela manutenção de um governo que toda a mídia tradicional se opõe, ensandecidamente? É uma gente que não aprendeu a obedecer aos tradutores da verdade verdadeira e do bem…gente sem salvação…façamos o L e comecemos a ver a verdade pela ótica do amor reinante, gente incrédula!