Não se discute que nossa bancada parlamentar na câmara e no senado hoje tenha uma expressão que torna o ambiente favorável para esse debate. Contudo, é preciso muito mais para que qualquer projeto, sobretudo no agronegócio, avance. Para que o agronegócio avance é preciso modificar pensamentos e legislações que hoje entravam o debate. O licenciamento ambiental, conquanto tenha avançado e o governo tenha construído networking com outras unidades da federação para que a celeridade não possa afugentar investidores, ainda é preciso muito trabalho para que a burocracia ganhe uma escala capaz de otimizar os resultados. O Estado de Roraima é um paradigma interessante nessa agenda e pode servir de modelo para nosso Estado. Já há, inclusive, transferência de tecnologia, numa elogiável cooperação técnica entre os dois estados.
O Deputado Junior Favacho, no entanto, alvitra muito mais. Por exemplo, o uso sustentável de nossas reservas ambientais, dentro de uma agenda que contemple a preservação com a exploração sustentável desses espaços que atualmente não trazem absolutamente nada de positivo para o Estado do Amapá a não ser o título de unidade da federação mais preservada. O agronegócio, afirma o deputado, pode conviver com políticas de preservação sem comprometer o desenvolvimento, aliás, enfatiza, é esse o desafio. Defende, também, que as academias possam contribuir para o desenvolvimento com pesquisas que se coadunem com a vocação econômica do Amapá. Alerta, também, que é necessário um pesado investimento em infraestrutura para que se utilize da posição geográfica estratégica para o comércio internacional.
Não há dúvida que o caminho para o desenvolvimento tem que ser feito com um duro enfrentamento dos gargalos que hoje obstaculizam o livre tráfego dessa empreitada. Há muita coisa a ser feita, mas com planejamento e coragem idônea para colocar o Amapá na trilha do desenvolvimento sustentável, há boas perspectivas. O parlamento estadual tem o sério desafio de fazer ajustes legislativos que possam contribuir para que a cadeira produtiva do agronegócio, ou de qualquer outra cadeia produtiva, possa deslanchar e prover o Estado do Amapá de melhores dias. O Governo do Estado, por intermédio das unidades gestoras responsáveis por pensar as alternativas de desenvolvimento, está na outra ponta, com a inesquivável incumbência de mudar a história da terra de Cabral.