Para melhores esclarecimentos sobre o aparente embate entre EUA x Rússia acompanhemos um artigo publicado no site CFACT de autoria de Duggan Flanakin Diretor de Pesquisa de Políticas do Committee For A Constructive Tomorrow, em 22 de janeiro de 2022, sob o título “Rússia se move para o Ártico enquanto os EUA se retiram”, que transcrevo partes do texto:
“O governo Biden está provando ser o lacaio disposto do presidente russo Vladimir Putin. Em sua entrevista coletiva de 19 de janeiro, Biden, talvez ciente de que as forças de Putin já cercaram a Ucrânia, reconheceu que a Rússia provavelmente realizará uma “pequena incursão” no país onde seu filho já ocupou uma posição poderosa em uma grande empresa de energia.
Dado o constrangimento que foi a retirada do Afeganistão, ninguém está levando a sério a promessa tardia de Biden de que ele responsabilizaria Putin impondo sanções e aumentando o número de tropas dos EUA na Polônia – ou qualquer outra coisa. Afinal, este é o mesmo Tough Joe Biden que cancelou hipócritamente o oleoduto Keystone XL, suspendeu a perfuração no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico e suspendeu as sanções contra o oleoduto Nord Stream 2 da Rússia.
Mas será que a agitação da Ucrânia é realmente a jogada russa de maior preocupação? Ou os americanos (e canadenses e talvez noruegueses) deveriam estar muito mais preocupados com a porta aberta da Rússia para impor sua hegemonia sobre todo o Ártico – à medida que a América se retira da região? A Rússia de Putin não teve escrúpulos em expandir as operações de perfuração de petróleo e gás no Ártico ou em exibir seu poderio militar para proteger esses interesses – e talvez controlar todas as rotas marítimas do Ártico. Por que não exigir que os EUA devolvam o Alasca à Rússia, alegando que o acordo de compra de 1867 foi fatalmente falho? O esquadrão provavelmente torceria!
Os movimentos russos e de Biden ameaçam não apenas a economia do Alasca, mas a estabilidade política do hemisfério norte. No entanto, o governo Biden não tem um plano visível para combater os russos, seja na Ucrânia ou no Ártico. Devolver o Alasca à Rússia livraria Biden de dois senadores do Partido Republicano, um membro da Câmara do Partido Republicano e de muitas dores de cabeça.
Três anos atrás, os russos começaram a perfurar em Payakha (norte da Sibéria) no que poderia se tornar o maior campo de petróleo do Ártico. Rosnedra, a agência estatal de extração mineral da Rússia, diz que o campo de Payakha pode conter até 1,2 bilhão de toneladas de petróleo. A produção dos campos petrolíferos da Sibéria, que será canalizada através de um novo terminal do Mar de Kara em Sever, deverá aumentar para 25 milhões de toneladas por ano (MMty) até 2024, 50 MMty até 2027 e um máximo de 115 MMty até 2030.
Desde então, os russos intensificaram as operações. A construção começou em cerca de 2.000 quilômetros de novos dutos de longa distância e 7.000 km de ramais locais; três novos aeroportos; 10 helipontos; e cerca de 50 novos navios-tanque da classe de gelo. A companhia nacional de petróleo da Rússia, Rosneft, também está planejando 15 novas cidades para cerca de 400.000 trabalhadores de campos petrolíferos.
Os mesmos ativistas verdes que conseguiram fazer Joe Biden encerrar algumas (mas não todas) operações de petróleo e gás no Ártico gaguejaram, vomitaram e torceram as mãos sobre as incursões de combustível fóssil da Rússia no Ártico.
Carolyn Kissane, do Centro de Assuntos Globais da NYU e o analista de risco geopolítico Adrian Varga, argumentaram que a onda de calor de 2020 que viu temperaturas de 100 graus no norte da Rússia pode parecer uma ótima notícia para as gigantes empresas russas de petróleo e gás natural. A capacidade de usar navios nos mares de Barents e Kara é uma grande vantagem, com certeza.
A administração “verde” de Biden, no entanto, está incentivando a indústria de petróleo e gás da Rússia, enquanto dizima as contrapartes americanas e canadenses muito mais regulamentadas. Onde está o clamor daqueles que temiam que um presidente americano pudesse ser um ativo russo?
O Instituto de Pesquisa Energética relata que as importações americanas de petróleo e produtos petrolíferos refinados da Rússia têm aumentado tanto que o feudo de Putin ultrapassou o México e se tornou a nação número 2 (depois do Canadá) em importações de petróleo dos EUA. E apenas um ano atrás, os EUA eram independentes de energia.
Prometemos segurar a respiração até que o Sierra Club, o Greenpeace, a Defesa Ambiental ou mesmo o World Wildlife Fund lancem uma grande campanha contra o expansionismo russo de petróleo e gás no Ártico. Poderíamos até adicionar a essa lista o governo Biden. Mas nós preferimos respirar.”
Será que os ‘americanófilos’ brasileiros, após as informações de trechos do artigo que transcrevi, continuarão a acreditar no presidente americano e na sua politica partidária? Mais uma vez, fica claro e transparente que o embate EUA x Rússia é apenas ‘pra inglês ver’, puro blefe, assim como são todas as atitudes adotadas pela União Europeia e seus aliados pregando o ambientalismo sob a chancela da ONU.
Alguns ficam espantados porque transcrevo longos trechos de artigos de outros articulistas. Adoto esta atitude por questão de honestidade para não passar a falsa impressão que sou uma enciclopédia humana, o que não é verdade, me abebero nas mesmas fontes que alguns sábios e faço questão de dar o crédito a quem merece. Que fique bem claro, não existe ninguém na face do planeta com conhecimento de tudo e que consiga acompanhar todas as publicações.
Saindo um pouco do tema do artigo, porém, nem tanto já que toda a argumentação do artigo se baseia na leniência do Presidente Biden em relação aos atentados da Rússia às teses climáticas da ONU sob a tutela da União Europeia, os leitores devem ter percebido que, subitamente, parei de falar no IPCC e tenho me concentrado na ONU. Ocorre que comecei a entender mais claramente a atitude da ‘Organização das Nações Unidas. A ONU criou vários organismos para poder agir com objetivos contrários ao da organização – pacificação e união das nações.
O que poucos percebem é que apesar da aparente independência dos organismos criados nenhuma atitude ou ação é realizada sem a autorização expressa da presidência da ONU. Alguns chegam até a afirmar que tais organismos não representam a organização mundial, ledo engano, nada é feito sem a aprovação do ‘conselho’ dentro do ‘conselho’ que representa apenas meia dúzia de países em conjunto com a presidência e exclui das decisão a grande maioria dos países que sustentam a ONU ingenuamente acreditando que ela os representa, está na hora de se conscientizarem disso e fazerem uma reorganização e uma limpa, sob pena, dela não sobreviver muito mais, ela que foi construída com muita luta e sacrifícios para pacificar e unir o nosso mundo tão conturbado.
Então vamos torcer para que o Presidente dos EUA não arraste a OTAN e o resto do mundo em mais uma tresloucada aventura de guerra americana.