O COAF e a PF identificaram operações financeiras atípicas que demonstram indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro, com fins eleitorais, relativos aos períodos das eleições dos anos de 2018 e 2020, cuja movimentação ultrapassou os 3,5 milhões de reais, incompatível com a capacidade econômico-financeiro e ocupações declaradas pela empresa.
A empresa investigada recebeu recursos de partido político, de candidatos às eleições de 2018 e 2020 e de servidor público. Os valores recebidos eram sacados próximos aos limites regulamentares, sendo realizados em espécie, em período que antecederam as eleições municipais de 2020, totalizando mais de 500 mil reais, em menos de 30 dias, o que dificultaria a identificação dos destinatários, revelando indícios de tentativa de burla aos sistemas de controle.
Os indícios apontam que a empresa serviu como instrumento para a prática de crimes eleitorais de compra de votos e falsidade ideológica eleitoral (caixa 2). Se comprovados os indícios, os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, compra de votos e falsidade ideológica eleitoral, e se condenados, poderão cumprir pena de até 17 anos de reclusão.
Operação
A operação recebe o nome de Fosfeno, um sintoma visual quando se esfrega os olhos, ocasionando uma falsa percepção da realidade, em referência ao modo de agir da empresa, cujos indícios apontaram para utilização desta como instrumento para a prática de crimes eleitorais.

