O ex-governador Waldez Góes assumiu na tarde desta terça-feira (3) o Ministério o Integração e Desenvolvimento Regional. A pasta foi recriada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e a expectativa é que fique responsável pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).
Com críticas à gestão anterior, de Jair Bolsonaro, Waldez disse que encontrou o Ministério com “esvaziamento em recursos e estrutura” e que depende da sensibilidade política do Congresso para a revisão da proposta orçamentária da pasta.
“Sei que não será uma missão fácil, herdamos um país desgovernado nos últimos anos, com agravamento das desigualdades regionais e o aumento da pobreza e fome no país. O trato do governo anterior acarretou em problemas severos ao Ministério, que sofreu drástica redução dos seus recursos orçamentários destinados ao cumprimento de suas atribuições institucionais”, disse.
No primeiro discurso como titular da Integração e Desenvolvimento Regional, o ministro ressaltou que a missão será a da proteção e defesa civil e gestão de riscos e desastres, que exigirão um esforço concentrado. “Enchentes, secas, e até mesmo o apagão demandam maior esforço e disponibilidade orçamentária”, falou.
A cerimônia de transmissão de cargo contou com um momento de oração conduzido pelo presidente da Assembleia de Deus no Amapá, Iaci Pelaes.
Aos 60 anos de idade, Waldez lembrou da sua história de vida ainda criança na zona rural do Pará, e contou como foi viver em uma região distante dos grandes centros econômicos e políticos do Brasil. Falou ainda que entrou para a vida pública para mudar a realidade em que vivia.
Waldez foi por duas vezes deputado estadual e governador por quatro mandatos. Além de ter integrado órgãos importantes como a presidência do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal. Ele é o primeiro político amapaense a ocupar um ministério.
Entre os participantes da cerimônia de transmissão de cargo a Waldez Góes, estavam:
- Senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que indicou Waldez ao ministério
- Presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, reeleito deputado deferal
- Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador e líder do governo Lula no Congresso
- Governador do Amapá, Clécio Luis (Solidariedade-AP), sucessor de Waldez

