A dupla Moro e Dallagnol deu as cartas um bom tempo no Brasil. Juntos, construíram um cenário em que demonizaram os políticos que estavam no poder para colocar outros que pudessem acolher suas pretensões. O plano era perfeito. Suspeita-se ou tem-se certeza que tinha interesses internacionais embutidos em suas ambições pessoais. Fizeram todos os tribunais reféns de suas decisões. Mudaram cláusulas pétreas da Constituição, colocando o STF de joelhos ante suas pretensões. A prisão em segunda instância foi uma criação lavajista que submeteu todo o judiciário. Seus poderes eram gigantescos, os quais eram disseminados em estratégicas palestras caras, pagas por empresários e interessados que, por conveniência e medo, queriam ser aliados da onda moralizadora que se implantara no país.
Moro e Dallagnol deixaram em ruínas o Partido dos Trabalhadores e colocaram na cadeia, com o beneplácito da mais alta corte do país, o ex-presidente Lula utilizando-se de processos viciados e contrários as regras processuais mais comezinhas, onde o contraditório e ampla defesa eram um faz-de-conta que desafiava o mais ingênuo dos brasileiros. Acuaram todos os empresários e stakeholds que, por intermédio de delações premiadas fabricadas nos porões dos gabinetes do Ministério Público Federal, davam ar de legalidade à condenações e prisões arbitrárias. A Petrobras, indústria naval e construção civil passaram a ser atividade marginais. Tudo em nome de um necessário combate à corrupção que estava passando a limpo o país. Tudo farsa!
Moro e Deltan, agora sem toga e sem beca, revelam que tudo isso era uma bem planejada ação criminosa para satisfazer suas ambições pessoais. Moro e Deltan queriam ser ministros do STF. Para isso prenderam aqueles que jamais responderiam a seus interesses mesquinhos e subjugaram outros tantos para que o caminho ficasse livre para seus anseios ambiciosos. Frustrado o plano A, agora ambos, despidos das vestes talares que tanto desdenharam, tentam implementar o Plano B, que se traduz em entrar no legislativo para duplo objetivo. Primeiro, implementa a sua segunda opção de suas ambições pessoais. Segundo, para que a imunidade, que tanto criticavam, seja o escudo para suas práticas reprováveis como agentes públicos exercentes dos mais nobres cargos do judiciário e do ministério público. O perfil ardiloso, astuto, pérfido e dissimulado, faz da dupla Moro e Deltan, um dos mais perfeitos protótipos do príncipe de Maquiavel, eis que para eles, não importa que um país vá à ruina, mas tão somente que seus desideratos sejam alcançados.