A defesa ajuizou pedido de liberdade que foi analisado pelo magistrado Luiz Nazareno Hausseler, da 1* Vara do Tribunal do Júri de Macapá, que mandou soltar o pintor citando ainda o fato da vítima ter perdoado o agressor.
No inquérito policial consta o depoimento da vítima, Sandra Cristine Silva, de 27 anos, em que ela afirma que a intenção do companheiro era matá-la.
Depoimento este que Sandra mudou durante o processo judicial, alegando que foi pressionada pela família, na delegacia, a acusar George de tentativa de feminicídio.
Segundo o advogado de defesa do agressor, Lourran Barros, não se trata de tentativa de feminicídio, mas de lesão corporal.
Ainda segundo o advogado de defesa, a vítima se retratou em juízo afirmando que houve a prática de lesão corporal, e que mentiu na fase policial em relação aos desmaios e que o mesmo não a arrastou pelo asfalto. Também disse que o mesmo cessou as agressões de forma espontânea.
“Além disso, tem-se que a vítima, companheira do réu, perdoou seu consorte de maneira formal. (…) já tendo havido a pacificação social, não se justifica a manutenção da medida extrema; o que não significa que o réu não será processado” diz trecho da decisão do magistrado.
George Marcellus foi solto na tarde desta quarta-feira (7).

