Esta pergunta tem intrigado estudiosos, matemáticos, físicos, filósofos e curiosos ao longo da história da humanidade. Contudo, dificilmente chegar-se-á a um consenso da definição absoluta e definitiva de tempo porque ele é, para o ser humano, em senso comum, apenas um evento psicológico, apenas uma sensação derivada da transição de um movimento. O tempo, apesar de estar vinculado a eventos externos ao indivíduo, sempre será definido de forma idiossincrática, tanto que estudiosos conceituados ousaram sentenciar:
Apesar de acharmos que a ciência pode até mesmo nos dá a correta definição de tempo nos dizendo muito sobre ele ou nos fazendo entender que o tempo é uma grandeza física presente não apenas no cotidiano como também em todas as áreas e cadeiras científicas, não significa que ela detenha a definição absoluta de tempo. Porém, uma definição do mesmo, em âmbito científico, é por tal não apenas essencial como também, em verdade, um requisito fundamental.
Uma outra concepção importante sobre o tempo é a humana que vem por meio de uma percepção, e com base nessa percepção, a concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Pode-se dizer que um acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. Além disso, pode-se medir o quanto um acontecimento ocorre depois de outro. á separação temporal dos dois acontecimentos distintos dá-se o nome de intervalo de tempo; à separação temporal entre o início e o fim de um mesmo evento dá-se o nome de duração. Uma das formas de se definir depois baseia-se na assunção de causalidade.
Sendo assim, O trabalho realizado pela humanidade para aumentar o conhecimento da natureza e das medições do tempo, através de trabalho destinado ao aperfeiçoamento de calendários e relógios, foi um importante motor das descobertas científicas. Em outras palavras, o tempo é uma componente do sistema de medições usado para sequenciar eventos, para comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movimento de objetos.
Em um contexto cultural e social, ao contrário do que se encontra em um meio acadêmico científico, onde o uso de expressões denotativas é quase sempre um requisito essencial, o tempo apresenta variadas conotações, as quais podem variar muito de cultura para cultura, ou mesmo dentro de contextos sociais diferentes dentro de uma mesma cultura. Desta forma, pode-se dizer que o tempo é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos, etc. A palavra tempo pode ter vários significados diferentes, dependendo do contexto em que é empregada.
Assim, vimos diferentes expressões que envolvem o tempo, tais como: “Fechar o tempo”, “desabar o tempo”, “Matar o tempo”, “Ter tempo”´ “Perder tempo”, “No meu tempo”, “Dar um tempo” ou “pedir um tempo”. Contudo, ainda aceitamos a famosa máxima de que “O tempo não para” e com isso tentamos acompanhá-lo sem sucesso, pois o tempo está inseridos na essência de nossas ações como um ser que lá se encontra inerente à nossa vontade. Assim sendo, o único espaço de tempo com a qual podemos interagir é o passado, como o tempo não para, o presente já passou, você deve estar nestas linhas e o inicio do texto já é passado, o final deste é o futuro que está em nosso imaginário, pois quando chegar lá, é o presente que logo passará e será passado.
A passagem do tempo não poupa ninguém: rico, pobre, homem ou mulher. Ele está aí e tudo o que podemos fazer é aceitá-lo. Se você se pega fazendo reflexões sobre tudo isso, você então percebeu que tempo pode ser poesia, pois está em todas as coisas e sempre tentamos compreendê-la. O tempo é coisa que deixa o leitor um pouco mais velha ao chegar ao fim de cada linha, pois “todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”.(Cora Coralina)
NO PASSAR DO TEMPO
Alguém falou que o tempo parou.
Mentira!
O tempo não para.
Às 7:00 eu falava sobre ele
Enquanto parei para pensar,
Ele passou.
Procurei meus olhos para
Vê-lo passar, não os encontrei.
Não me recordo do tempo
De minha juventude, pois
Ele passou como todas as vezes
Que ele passa.
Pus-me à tentativa de entender
Esse paradoxo tempo.
Já são 12:00 e mais uma vez
O tempo passou e levou a mim
Como das outras vezes, deixando
Suas marcas em meu rosto.
Tempo, incansável tempo
Passa, passa e passa
Escrevo enquanto ele passa
Em seu próprio tempo
Ele passa no desejo de alguém
entendê-lo
Quem pode?
Não consigo encarar o tempo
Passa por mim e nunca para
Tão depressa passa como que
Sem tempo para entender a si
mesmo
Como tempo.
Me diz, agora, o relógio 00:00
Estou gastando tempo a escrever
sobre o tempo
Vou dormir, cerrar os olhos
E não verei passar o tempo.
Acordarei e saberei que ele se foi
Passou por mim e marcou-me a vida.
Jorge A. M. Maia