Pelas bandas do Sul, a natureza achaca severamente a toda uma gente sem muita chance de defesa. Ao castigo das intempéries, o que há para fazer é aceitá-lo, procurando todos os meios para, pelo menos, tentar minorá-lo. E contra essas adversidades, mais vezes o homem nunca se encontra bem-preparado para enfrentá-las. Ainda mais que, se tornam total e ironicamente previsíveis por gestores, somente durante e após acontecerem. Aí sim, aproveitando o afloramento de tantas emoções em causa comum, astros políticos se tornam previdentes meteorologistas do tempo, astrólogos previsores de catástrofes, leitores do futuro em cartas ou mais, nos dias de hoje, em falsas lamentações, levando “companheiros,” e seguidores a disputarem com adversários a culpabilidade trágica provocada pelos céus.
Entretanto, estas águas caídas ao chão, criaram verdadeiras e emocionantes ondas de amor e solidariedade que tem varrido todo o país. Povos dos mais diferentes estados se fazem mais presentes que governos. Um verdadeiro sentimento de irmandade assenhorou-se de todos.
Mas, também confesso, que como o nosso honorável PRESIDENTE – embora não ficando por isso sem dormir – fiquei muito curioso de como é que aquele “porra” (vocabulário lulista) de cavalo subiu naquele telhado. Só se veio com a chuva…
Por outro lado, no Norte, mais que incentivados por “inconsequentes amantes profissionais” da natureza, nos rios do paraíso, o diabo, através de seus melhores seguidores, atentou os homens que se sentem comandados por possíveis donos do próprio inferno e levaram as chamas que os arrodeiam ao trabalho, lares e sustento de outros muitos brasileiros legitimamente nacionais, como quaisquer outros.
Rio Madeira, um fenômeno fluvial no planeta. Renova seu fundo de duas a três vezes por ano. Visitado no passado por um dos maiores bandeirantes, caçador de riquezas desconhecidas que o Brasil mostrava ter. Bartolomeu Bueno, que saindo da Capitania de São Paulo com dez mil companheiros, após descer Madeira e Amazonas, passando por Belém do Pará, regressou a ela, após dez anos, com um único e fiel parceiro. Os demais, cansados ou encantados, ficaram pelo caminho a povoar o “brasilzão”. Porém, como ele atravessou serrados e Amazônia, os louros maiores ficaram com o escravagista de São Paulo a Minas, o sonhador Fernão Dias, famoso homenageado com nome em uma das mais importantes rodovias do país. E para sofrimento maior, aportando a casa, Bartolomeu corno se tornara, pois sua mulher, com outro estava.
Este parece mesmo ser o carma maior de quem vai ou fica naquela exuberante região do norte. Não ser corno, mas desrespeitados por mercadores de ilusões, inteira e ilegalmente não considerados por autoridades. Ainda sendo, com injustiça, muito denegridos perante a sociedade, para proveito de desonestas ambições de outros afanadores das conquistas e trabalhos alheios.
Nesta semana última passada, forças armadas de governo, travestidas com uniformes camuflados parecidos aos do exército nacional – para que se confunda – investiram no citado rio Madeira contra habitantes que se encontravam em seus quase seculares trabalhos. Deles queimaram e incendiaram tudo, pouco importando que aqueles flutuantes seriam também suas moradias. O mais notável é que a atividade deles antecede há anos e anos a Lulas e Marinas. Também, que se observe serem homens e mulheres d’outros tempos, coisa rara hoje, principalmente em governos impregnados de irresponsáveis oportunistas, vaidosos e aproveitadores.
Como sempre digo e mesmo desafio a barra de tribunais, podendo até ser no incrível parceiro administrador do governo de hoje, o Supremo Tribunal Federal, não existe nenhuma comprovação cientifica de danos ambientais contaminantes as águas, não só daquele rio, como de outros tantos como Tapajós ou Japurá.
O desconhecimento cultural dos executivos administradores da Nação hoje, são notórios, mas poderiam pedir, melhor, ordenar aos órgãos de melhores ciências, maiores esclarecimentos, antes de desgraçarem propositadamente a vida de quem jamais custou algo a Nação; nem para parição.
Para não dizer que sejam acusações levianas ou infundadas, que se busque a verdade necessária á sociedade, junto a uma hoje permissiva, mas outrora respeitabilíssima entidade, a Fiocruz. Um seu cientista, que parece carregar bostas para a ciência, cujo nome continua Bastas, teima levianamente, usando até o prédio da citada entidade, difundir infundados informes científicos e também acusações fantasiosas de fontes de origens dos elementos contaminantes nos rios, peixes, gentes originárias e outros da Amazonia em geral.
Desgraça maior é que, a tentativa, talvez para alcançar metas até um tanto escusas, agrava muito o problema, principalmente na esfera dos servidores da saúde na tomada de decisões em soluções a prevenções ou tratamentos, o que por si, já são difíceis, que dirá elas estando induzidas por erradas e inúteis informações. A demência do pseudocientista torna-se sofrida a muitos, e quando no muito, mortal.
Acho mesmo, como mais útil opinião que, responsavelmente, em vez de exarar despachos acreditados nacionalmente, como ordem de juiz não se discute, cumpre-se, maior justiça estaria feita, por se tratar de questão com abrangência mais que regional, sendo hoje nacional, que antes que Supremos Ministros os fizessem, buscassem outras fontes científicas com reais possibilidades de serem mais acreditáveis.
As imagens das ações incendiárias dos turbadores fardados são estarrecedoras e denotam a gravidade do crime cometido por eles contra autônomos mais humildes e trabalhadores que esta Nação possui. Aliás, se quiserem, como eles o querem, coloquem no passado: possuía…
Como diziam os velhos mineiros, desgraças poucas são bobagens, de outro lado, Vale do Tapajós, estrada feita há 40 anos, por órgão de governo, a esta finalidade e assentamento de muitos e humildes colonos, bem antes de Lulas e Marinas, receberam ordens de despejo a poder de armas em mãos dos enganosos uniformes. Noutra encarnação, Marinas e cia. decretaram um parque sobre as conquistas e ocupações mais que vintenárias deles.
Andam dizendo a “boca miúda” que reunindo as reses obtidas no milagre amazônico, chegariam a seis mil, (6.000) e que o governo, para cair em boas graças dos públicos eleitores nacionais, bem lá na terra do patrono do Exército, general Osório, tratam após o esbulho, doar seu valor produzido àquele estado. Uma brincadeira ofensiva com dons e dádivas do senhor aos homens que trabalham e produzem.
O tráfico de drogas e bandidagens outras tão perniciosas, deixam parecer mais evidente, lógico, honesto e edificante, que o combate a eles se torne emergencialmente mais rigoroso. Entretanto são minimizados e postergados, talvez por não se traduzirem em simpatias e votos, ou por não gerarem lucros a ambiciosos, após as ações. Só pode…
De presídios verdadeiros criminosos dão ordens também criminosas, plenamente obedecidas, e a todo o país. Até para fugas de seguranças máximas… e a afronta fica por isso mesmo.
Facções do crime dominam os lados mais obscuros da ilegalidade de dentro ou fora de prisões e nada acontece. Nenhuma caça a eles. Se um mínimo de esforço desta ação costumeira destinada a agredir, destruir e surrupiar bens adquiridos com talento e trabalho na Amazonia, a eles fossem dirigidos, seus domínios se acabariam em escuridões de celas.
Lembrando, porém, que essa turma do mal, no presente, conta com bons representantes a níveis nacionais, numa demonstração que são mesmo mais eficientes que muitos em cargos públicos e alguns representantes de poder por votos.
Nossas leis, desde maiores e menores são garantias ao cidadão, mas aqueles que as fazem serem obedecidas se tornaram complacentes em demasia com os excessos praticados por seus antes nomeadores.
Em busca de reconhecimentos, fama, e como maus cristãos, de dinheiros, homens e dirigentes, muito se aproximam de uma explicita covardia em seus excessos de falsos amores.
E o Brasil, é maravilhoso…como muita gente dele, que verdadeiramente o ama.
BH/Macapá,19/05/2024
José Altino Machado