Certa vez, um amigo me perguntou se eu tinha algum fetiche. Eu, na minha mais “pura” inocência, perguntei a ele:
- O que é fetiche?
Ele, com olhar de espanto, me perguntou: - Tu não sabes o que é um fetiche? Eu não acredito que em pleno o século XXI, alguém não sabe o que é isso. Fetiche é você cultuar algo, tipo, parte do seu corpo ou propriamente um desejo. Então, eu meio atônito, olhei para ele, e disse:
- Nossa! Como alguém, em pleno o século XXI pode cultuar parte do corpo ou algo? Eu sempre tive minha vida como um carnaval ou uma escola de samba, pois é cheia de fantasias, mas esse negócio de fetiche, não é de Deus não. Há gente para tudo! Ele riu bastante e me disse:
- Gente? (dando gargalhada) Deixa de ser leso, mané! Não é só pessoas que tem fetiche. Pode apostar no que eu estou dizendo.
Aí, eu fiquei sem entender nada. Logo o indaguei. - Calma! Calma! O que mais poderia ter esse negócio de fetiche? Alguns móveis e utensílios também podem ter. E têm. – o quê? Retruquei imediatamente e disse:
- Deixa de ser mentiroso, seu potoqueiro. Quando é que objetos vai ter sentimentos ou desejos? Ele então me disse: – vai nas lojas de Abaetetuba que encontrarás esse tipo de móveis.
- Sério Atônito? perguntei a ele.
- Sim, é isso mesmo. Lá, há guarda-roupa que tem fetiche de publicar nudes, imagina só, depois de guardar tantas roupas, vai se dar o desfrute de publicar nudes.
- Rapaz, já estou gostando disso, parece ser algo muito moderno, ou como diz Hélio Filósofo Santos: “Muito contemporâneo”. Há muita gente querendo saber como são certos guarda-roupas, e eu acho que seria um sucesso, disse eu. Então, meu amigo continuou e disse:
- Olha! Não para por aí, há sofás que lembram as últimas visitas das visitas e até mesmo o cheiro de seus cabelos. E eu não duvido que eles também lembrem de tudo o que foi conversado, disse eu a ele, que logo me confirmou, – É isso mesmo.
Meu amigo foi mais além dizendo: - Meu Nobre, tu precisas ver os jardins de lá, são todos românticos e pragmáticos, tendo cascatas dizendo serem lagos e poços cheios de possibilidades. Posso dizer que eles são como poemas, pois são cheios de subjetividade.
Eu logo pensei: – poxa! Eu em um jardim desse, me sentiria um poeta tecendo aquele belíssimo poema.
Quem sabe um Lú Moraes, Teia Alves ou até mesmo um Jorge Maia. Será que nessa loja eu encontraria uma cama que roncasse comigo? Só para eu não ser o único criticado em minha casa, ou até mesmo para eu culpá-la dizendo que foi ela que roncou. Não tenho dúvida que ela acharia isso uma bandalheira, tipo como eu tivesse em uma rede de duas bandas, uma curta e a outra larga, para eu poder escolher em que banda eu colocaria a cabeça em minhas sestas.
Eu, com sorriso estampado no rosto e já saindo, ouvi ele perguntar: – Aonde tu vais, amigo? Eu respondi: – Estou indo a casa de Lú Moraes, pois eu acho que ele sabe onde eu posso comprar esses móveis e utensílio, pois esse caboclo, Lú Moraes, além de ser um excelente colecionador de ´pedras, entende bastante desse tipo de utensilio. Fui!
“Não há, no mundo, um lugar tão encantador do que a mente de um poeta”.
O que diz a SSP
“A Polícia Civil informa que investiga os fatos, por meio de um inquérito policial instaurado pelo 77º DP (Santa Cecília), após requisição do Ministério Público. A autoridade policial já solicitou informações à Santa Casa e ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Demais detalhes serão preservados devido à natureza de cunho sexual.”