Há longos anos o serviço de Oncologia no Amapá funciona de forma precária. Algumas demandas foram alcançadas, porém, há muito que se fazer. É comum assistir pele televisão, Redes Sociais, grupos de watzapp e nas esquinas de Macapá, pessoas pedindo ajuda para um parente com câncer. O que falta para o Amapá disponibilizar o tratamento de câncer de forma integral? Há anos os serviços são precários e as causas já foram apontadas.
1 – INFRAESTRUTURA: Atualmente a UNACON não apresenta condições físicas adequadas para o atendimento oncológico por diversos motivos:
4 – MEDICAMENTOS DE CONTROLE DE DOR: 6 – CONDIÇÕES DE TRABALHO: Um serviço que é referência em oncologia no Estado do Amapá, deve dar condições aos profissionais de modo particular à EQUIPE MÉDICA, pois necessitam realizar procedimentos cirúrgicos ou ambulatoriais com segurança e eficácia, portanto, é necessário:
a- Disponibilidade de leitos na clínica cirúrgica, médica e na UTI;
b- Anestesista;
c- Pinças cirúrgicas específicas para cada procedimento oncológico e demais;
5 – QUIMIOTERAPIA;
6 – SERVIÇO DE CITOPATOLOGIA;
7 – RADIOTERAPIA;
8 – SERVIÇO DE ESTOMATOLOGIA;
9 – SERVIÇO DE IMAGINOLOGIA:;
11 – Interrupções continuas no APARELHO DE TOMOGRAFIA e de MAMOGRAFIA, além da falta da COLONOSCOPIA;
12– PRIORIDADE NOS PROCESSOS DA UNACON/SESA: Exige-se celeridade nos processos de AUXILIO FINANCEIRO, TFD, e RESSARCIMENTO).
13 – SISTEMA DE INFORMAÇÃO: Necessário para implementar o serviço de arquivo médico, a marcação de consulta médica e principalmente o serviço de notificação e de estatística.
14 – CUIDADOS PALIATIVOS.
Além de todas as deficiências estruturais, pecam pela total ausência de humanização, diagnóstico precoce e tratamento com eficiência, respeito, humanidade e dignidade. Um serviço de qualidade exige qualidade no atendimento.
As manchetes dos jornais, relatando que a saúde não tem estrutura para cumprir a lei do câncer no Amapá, as decisões na Justiça, dando conta de que nem mesmo a unidade de oncologia no Hospital Geral da Capital amapaense pode continuar de portas abertas, e o drama vivido por dezenas e dezenas de pacientes que nem mesmo tem um leito hospitalar para ficar, sendo obrigados a esperar a morte chegar em casa, são o pano de fundo para um cenário que não tem a menor graça.
É drama da vida real mesmo. E é evidente que o Brasil ainda não viu isso. Que o Governo Federal não sabe de tamanha desgraça. Que os responsáveis pelo SUS não identificaram ainda a profundidade que o problema alcançou. Pois se eles já sabem e nada fizeram, estamos vivendo no pior dos mundos. Basta entrar nos hospitais e unidades públicas de saúde, tirar algumas fotos, ouvir algumas pessoas, para sentir a dor e chorar junto. A não ser que o interlocutor não tenha coração. Como parece ser o caso de muitos que deixaram o tempo correr sem nada fazer.