Quando tu florires teus canteiros verás entre o espanto e a pasmaceira flores de macieiras, ameixeiras, laranjeiras, pitangueiras, jabuticabeiras, pessegueiros, cajueiros cerejeiras…
Flores florescem florindo. Simples e lindo. Florescência de risos no gargalhar de riachos cristalinos nas manhãs do azul dos céus, nos verdes dos prados e colinas, na mágica magia de lançar sombras nas trilhas e cortinas; quando não, nos vidros e ladrilhos ou nos trajetos e trejeitos de um andarilho.
Flores florescem por instinto. Florescem em vasos, floreiras, sobre a relva e nos canteiros de janeiro a janeiro. Ou seria de setembro a setembro? Ou abrem-se a esparramar corres de maio a maio sem exato destino?
Flores florescem inspiradoras. Florindo janelas e arcos a provocar um derrame pluvioso de sonhos. Rubros sonhos na palidez das gélidas paisagens andinas, siberianas ou alpinas geleiras, ou mais além no vale sagrado das flores (Uttarakhad), quiçá no Ártico e na Antártida ou em corações apáticos, rígidos e duros – esquemáticos oligofrênicos fanáticos…
Quando eu florir e tu florires, florirão flores de todos os matizes. Seremos jardins. Os jardins do paraíso – humanidade redimida – canção igual jamais ouvida, por florirmos nós, acordes de notas de harmonia remixados em terra batida, solo nativo.