Um foragido na Justiça Federal de São Paulo morreu neste sábado (4) ao reagir a prisão no bairro Infraero 2, na zona norte de Macapá. Roberto Antônio da Silva, de 48 anos, conhecido como “Preto”, é apontado como integrante de uma quadrilha especializada em assaltos violentos a bancos e no narcotráfico.
De acordo a Polícia Federal, Silva era investigado por roubos em três agências bancárias em agosto de 2021, na cidade de Araçatuba, interior de São Paulo. Na ocasião, o grupo com cerca de 20 criminosos utilizou explosivos e fez reféns como escudo humano, resultando na morte de duas vítimas, outras cinco ficaram feridas.
A organização criminosa do qual o foragido fazia parte, financiou e atuou no planejamento de roubos de mineradoras em Minas Gerais e de garimpeiros irregulares no Pará. Ele estaria morando em Macapá com o objetivo de instalar uma “célula” da facção. O grupo também é envolvido com o narcotráfico internacional de drogas no Porto de Bacarena, no Pará.
Considerado de alta periculosidade, Silva era considerado foragido desde junho do ano passado. Ele resistiu à prisão e trocou tiros com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Amapá. O criminoso estava escondido em uma casa na Rua Djanira Mendonça Palheta.
No local também estava outro foragido, dessa vez da Justiça de Rondônia. Silvaney Bispo dos Santos, natural da Bahia, foi preso e era procurado por homicídio.
A operação foi uma ação conjunta da PF e da Polícia Militar (PM) do Amapá. Foram apreendidos celulares, uma porção de maconha e a arma de fogo utilizada pelo foragido. O material será enviado à PF em Araçatuba (SP) que dará continuidade à investigação.

