As forças de segurança pública deflagraram na manhã desta terça-feira (24), uma operação que investiga crimes comandados por detentos de dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nos bairros Infraero 1 e 2, Congós, Universidade, Conjunto Habitacional Miracema e dentro do presídio.
A operação “Godzilla” é um desdobramento da “Alfaiate”, realizada em dezembro. Á época, foram identificados membros de uma organização criminosa que atua no Amapá e em cidades do Pará e que comandavam vários furtos de motores de popa no balneário da
Fazendinha e Afuá, que seriam vendidos de R$ 10 a R$ 20 mil.
Um dos envolvidos utilizava o carro do próprio pai, um policial militar reformado que não sabia do fato, para a prática de crimes, como roubos e tráfico de drogas. A investigação apura ainda a venda de armas de fogo.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, furto qualificado e integrar organização criminosa. Em caso de condenação, poderão pegar uma pena de até 23 anos de reclusão.
A Força Tarefa de Segurança Pública reúne equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Polícia Penal, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MP-AP) e Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Iapen
Só este mês, a Força Tarefa de Segurança Pública já apreendeu 58 celulares dentro do Iapen em três operações nos pavilhões F1, F2 e F4, onde ficam os detentos de facções criminosas.
Um dos objetivos principais destas ações e operações é chegar ao envolvimento de detentos que, supostamente, coordenaram alguns dos crimes registrados nos últimos dias em Macapá e Santana.

