O “Amor é como um grão”, diz Gilberto Gil em canção.
O Amor é transformação, semente e germinação, não se extingue, não.
O Amor, paixão ou ilusão, reverbera em sons na amplidão, uma inundação.
O amor lança as faíscas brancas, chumaços de algodão, da amarela flor de “dente de leão”.
Grão de amor, semente de perfume e flor, fruto em incubação.
Essência escondida, concentrada, em efusão de bem querenças sem rastros de traição.
Coração, terreno fértil, local de semeadura do amor “in natura”, o mais propício chão.
O grão se transfigura e toma novas formas, iluminuras, amor da criação em explosão.
Reverencio o amor, não o que com teias prende ou cerceia as aspirações de voo.
Voar é seguir viagem muitas vezes longe de um amor que ficou, ave passageira, migratória.
O ente amado fica, o amor segue lá e cá, encantado, magia do eterno presente a abençoar o ateu e o crente.
Amo amar o amor de amores em partituras que toda dor cura.
Liberta o grito sufocado no peito, o espinho cravado na alma de sonhadoras criaturas.
Amor, este criador de asas para as esperanças libertas das amarras das negações suicidas.