Na última segunda-feira, 18, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu as investigações sobre o homicídio de um casal de empresários na região de Ceilândia, no Distrito Federal. Na semana passada, o casal Laércio José Moreira, 54 anos, e Helena Maria da Costa Moreira, 50, foram mortos no dia 11 de abril e tiveram ítens roubados. Embora inicialmente o caso foi apurado como latrocínio, na verdade a polícia descobriu que a motivação do crime foi uma disputa de preços, impulsionada por um desentendimento entre o mentor do crime e a vítima há aproximadamente um mês e meio.
O casal de idosos vendia salgados fritos em uma escola. A mesma atividade exercida por Hyago Lorran Franco, 29 anos, principal suspeito do crime, embora em lugares diferentes. Este vendia salgados próximo a uma faculdade de Águas Claras. No entanto, tudo começou quando, de acordo com o delegado, Laércio precisou mudar o ponto onde vendia os lanches devido a uma reforma na instituição de ensino, aproximando-se do estande de Hyago.
Com a aproximação entre eles, a diferença de preços nos salgados foi o principal motivo para o desentendimento entre os comerciantes. Laércio, então, procurou Hyago para uma conversa para tentar resolver o assunto e acabou sendo ameaçado após discutir e quase brigar com o criminoso. O delegado cita que “Laercio vendia por R$ 5 a coxinha, e o outro vendia por R$ 4”, explicou o delegado. A partir disto, Hyago reuniu três amigos de infância, todos do mesmo bairro, foram à casa da vítima para “assustá-la”.
O investigador cita que “Esse mentor intelectual passou (na segunda, 11) de manhã, por volta das 8h, para verificar se o Laércio estaria em casa com o carro do sogro”, depois disso, por volta das 12h30, o grupo embarcou em um carro, o Palio vermelho de uma amiga, que não estava envolvida no crime, e partiu para a residência de Laércio. O motorista permaneceu no veículo, enquanto os outros três desceram e entraram na residência do casal.
De acordo com o delegado, os criminosos teriam ajoelhado as vítimas e disparado contra a cabeça e o pescoço de Laércio e Helena, respectivamente, antes de pegarem celulares, uma televisão, dinheiro e utilizarem o carro do casal para fugir. As vítimas morreram abraçadas. Horas depois, os acusados abandonaram os objetos roubados em uma mata próxima e descarregaram o extintor de incêndio de pó em todo o veículo para tentar apagar as impressões digitais. Em seguida, deixaram o carro em um lava a jato do Recanto das Emas.
Após o esclarecimento do crime, foi definido que os quatro responderão por homicídio qualificado, por motivo torpe e sem chance de defesa para as vítimas, além de corrupção de menor para os maiores de 18 anos. A pena de cada crime indiciado varia de 6 a 20 anos. O motorista e um adolescente envolvidos no caso tinham passagens pela polícia.

