Na última quarta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa que revelou que, entre 2009 e 2019, o percentual de adolescentes no início da vida sexual que utilizam métodos de proteção durante as relações diminuiu.
Nesse período, o número de jovens de 13 a 15 anos que disseram utilizar camisinha na relação sexual mais recente caiu de 72,5% para 59%. O uso de outros métodos preservativos passou de 79,6%, em 2012, para 69.6%, em 2019.
Apesar de a proporção de alunos nessa faixa etária que já iniciaram a vida sexual não ter aumentado significantemente, passou de 27,9% para 28,5%, a diminuição da utilização de preservativos causa preocupação. “A tendência segue uma direção que indica maior exposição aos riscos”, afirmam os autores na análise. Além de uma gravidez indesejada, o comportamento pode levar a infecções sexualmente transmissíveis.
O estudo do IBGE também traz informações sobre alimentação, atividade física, uso de cigarro, álcool e outras drogas, situações vivenciadas domesticamente e na escola, saúde mental, higiene e saúde bucal, segurança e uso dos serviços de saúde. A pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e conta com o apoio do Ministério da Educação.

