Logo ao amanhecer, na varanda de minha casa, na amenidade do sol que chegava, quedei me na leitura da Veja. Antigamente tão boa, que nós mineiros a chamávamos de Óia.
Notável, impressiona mesmo como estas três fortes e resistentes ferramentas da “direita”, que nunca souberam fazer oposição, se engajem num embate que tão somente favorece a política que eles nunca aceitaram e sempre foram radicalmente contrários.
Como podem instrumentos de poder na e da sociedade se transformarem tão repentinamente em tendências artificiais e para a nossa surpresa assumirem rejeições tão somente pessoais e não políticas.
Abandonaram a visão de todo o quadro mandatário do país, de gente eleita por votos legitimamente conferidos, não havendo, portanto, nenhuma impostura. Não levam em conta que por traz de toda essa turma no poder nacional estão os eleitores que os elegeram. Melhor que os combaterem de forma tão pessoal, seria trabalhando no sentido de tirar-lhes os votos; para que eles não fiquem ou não retornem.
Por outro lado, com uma das facções do próprio poder buscando espaço em câmeras televisivas e na mídia em geral, nomeou algo chamado de CPI, fazendo aparecer inexpressivos políticos que teimam em não buscar ações mais construtivas ao país.
Causa riza, só falam em corrupções, corruptos, recursos desviados e outras molecagens. A graça é que umas das principais figuras presentes nem há muito tempo renunciou a seu próprio mandato para não ser cassado se tornando inelegível por oito anos, exatamente pelo exercício desses pecados cometidos para com o bem público. Fica até comovedor em verificar que todos até se emocionam em defesa da “moralidade”, que sempre nos parece nunca existir.
Causa mais admiração, o país aceitar entorpecido uma exposição inexplicável de figuras que se fazem intocáveis chegando a parecer invejáveis verdades nacionais.
Assistimos todos uma pouca convencional guerra do poder, enquanto a própria nação navega com sua gente tão sem rumo e em alguns momentos nas calmarias cabralinas.
Coincidentemente os três citados meios de comunicação, neste mesmo momento, trouxeram a público os movimentos migratórios brasileiros internacionais. Mas, nenhum deles registrou ou citou deslocamentos internos. O melhor assunto foi patriota cruzando o oceano atlântico de volta a santa terrinha de nossos antepassados dosando tais matérias ainda, com um apunhado patrícios atravessando desertos, e alguns por lá morrendo. Diziam fazer a “América”.
Também nenhum deles tocou nem de leve em possíveis soluções, ou produziu críticas construtivas que pudessem criar e ajudar em um grande esforço nacional para acomodação econômica e social de nossa gente. Tanto em televisores ou em páginas escritas, apenas denúncias ácidas para que tudo de errado.
Curiosamente só dão abertura na comunicação para quem se vai deixando para traz até a nacionalidade, conseguindo até quantificar, com absoluta precisão quantos partiram. Para aqueles da imigração interna que saem em conquista de seus próprios espaços e segurança da própria vida em nosso país, nunca, nenhuma linha e tampouco uma imagem sequer.
Quantos gaúchos, quantos mineiros cautelosos rompedores, paranaenses, maranhenses, cearenses, todos trabalhadores de todos os estados saem em busca de melhor qualidade de viver em solo pátrio. Quietos, um pouco prepotentes e orgulhosos, ficam tão somente os paulistas em seu próprio estado. Entretanto, não poderia deixar de mencionar que os baianos não encontrando o dom da musicalidade fora de seu estado de lá também não saem.
De resto, muitos acorrem ao prêmio ofertado por Deus que se chama Amazônia.
A preocupação maior que sempre tive é que apesar da recepção democrática que ela oferece, não tendo e não formando nenhuma banda de excluídos, ela os cobre com puta manto de anonimato. Ninguém mais os leva em conta, nem os próprios governos, sejam lá federais ou estaduais. A educação e cultura então, não só os descrimina como saem em sua perseguição como verdadeiros “donos da verdade”. Comparecem sempre interesses externos, utopias, xucras quimeras ambientalistas, jovens procuradores intempestivos e imprudentes, e para nada faltar comparecem a repressão da força, com fogo e maldade.
Tenho muita pena de vocês amazonidas, irmãos brasileiros, vocês são molas propulsoras de trabalho oculta em nossa nação.
QUANDO NA MÍDIA AS IMPERFEIÇÕES SE TORNAM GRAVES