A origem da Campanha foi a Austrália, a partir de 1999. O objetivo é chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina.
No Brasil, a Campanha Novembro Azul foi trazida pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia. A cada ano o movimento de conscientização ganha mais adeptos e o preconceito com o exame de toque, que sempre foi alvo de aversão pelo sexo masculino, diminui.
O IJOMA desde 2013 realiza a Campanha de conscientização que mobiliza toda a sociedade amapaense. Infelizmente os dados não são animadores para os homens do Amapá. No triênio 2020 – 2022 segundo a estimativa do INCA, 100 novos casos de câncer de próstata serão detectados no nosso Estado.
A luta contra o câncer de próstata esbarra no preconceito e no desleixo do homem diante da própria saúde. Existem tabus e muitas desinformações que impedem os homens a procurar o serviço público.
O câncer de próstata é assintomático no início, ou seja, não apresenta nenhum sintoma, o que torna a prevenção muito importante. Vale lembrar que o exame de sangue não substitui o de toque, que é simples e rápido. É indispensável que os dois sejam realizados, principalmente em homens que já passaram dos 45 (quarenta e cinco) anos de idade.
Como agentes sociais, conclamamos toda a sociedade, para pintarmos o novembro de azul. As mulheres são fundamentais nessa luta. O poder de convencimento pode fazer a diferença na luta pela vida. A prevenção, o diagnóstico precoce e a informação fazem a diferença. No Amapá várias instituições públicas, privadas e da sociedade civil organizada estão organizando ações sociais, palestras, exames e a busca ativa no sentido de rastrear possíveis casos ainda no início da doença.
A saúde primária precisa ser fortalecida. Estado e Sociedade Civil Organizada precisam trabalhar em conjunto. Sozinho os Municípios pouco podem fazer. Infelizmente, os homens com câncer de próstata procuram os serviços de saúde com a doença em estágio avançado.
A sociedade precisa fazer a sua parte. O controle social é fundamental para o fortalecimento do SUS. No Amapá 95% da população busca a rede pública para cuidar da saúde. Também é verdade que o Estado e os Municípios não estão aparelhados para cumprir o que a Constituição garante como direito básico e fundamental.
Novembro Azul é muito mais do que vestir uma camisa azul ou colocar um laço no peito. A luta precisa ser de todos e o ano inteiro. Se existe “campanha” é porque há carência de estruturas e muitas vezes omissão da gestão pública que ignora os direitos de todos. Que possamos vestir a camisa, porém, que todos nos empenhemos em garantir tratamento digno e acima de tudo prevenção para todos