O comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o braço armado do Irã, citou a possibilidade de retaliação após o ataque que atingiu um casamento no país e matou quatro pessoas. O bombardeio ocorreu na última terça-feira (1º/9) na cidade de Bandar Koohistak, no sul do Irã.
“Sem dúvida, o sangue puro desses mártires oprimidos, que, no auge de sua inocência e opressão, foram sepultados na poeira e no sangue pelas mãos de criminosos históricos e vilões modernos, jamais ficará impune e certamente recairá sobre os perpetradores e instigadores desse crime hediondo“, declarou o major-general Ahmad Vahidi.
Logo após o ataque, forças iranianas prometeram revidar com ataques a instalações norte-americanas espalhadas em países vizinhos. A acusação ocorreu horas após o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciar operações dentro do território iraniano, visando ao Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC).
Além das quatro vítimas, o ataque deixou outras 50 pessoas feridas. No comunicado de Vahidi, que foi repercutido por agências de notícias estatais, o comandante-chefe da IRGC chamou o ataque de “crime hediondo” e fez menções aos Estados Unidos.
“A Guarda Revolucionária Islâmica e outras poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã protegerão a santidade do sangue desses entes queridos e de outros mártires da autoridade do Irã islâmico na segunda e terceira guerras impostas pelos norte-americanos e sionistas [em referência a Israel], especialmente na Batalha de Ormuz, e protegerão a segurança e a paz da nação e do Estado Islâmico com a máxima força e firmeza“, destacou o comandante.
Fonte: Metrópoles

