O papa Francisco passou uma quarta noite “de bom humor” no hospital, antes de tomar café da manhã e ler os jornais nesta terça-feira (18/2), segundo informou um porta-voz do Vaticano. “Ele acordou, tomou café da manhã e se dedicou a ler alguns jornais como faz regularmente”, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
As declarações vieram logo após o Vaticano anunciar que havia cancelado os compromissos de Francisco no fim de semana, devido ao seu estado de saúde.
“Devido às condições de saúde do Santo Padre, a audiência do Jubileu no sábado, 22 de fevereiro, foi cancelada”, disse o Vaticano em um comunicado, acrescentando que o pontífice também delegou uma figura importante da Igreja para celebrar a missa na manhã de domingo (23/2).
Francisco, de 88 anos, sofre de uma infecção respiratória há mais de uma semana e está internado no hospital Gemelli de Roma desde sexta-feira (14/2).
O papa está no quarto do décimo andar do hospital universitário, onde continua o tratamento terapêutico remodulado com base nos últimos exames, que mostraram um “quadro clínico complexo”, mas “estacionário”.
E onde os médicos preveem uma internação hospitalar de duração não muito curta. “O papa descansou bem, passou uma noite tranquila. Esta manhã ele tomou café da manhã e se dedicou, como sempre, a ler alguns jornais”, disse Bruni.
“Mais tarde esta noite, mais algumas informações virão de uma perspectiva médica”, ele acrescentou.
Sinais positivos, mas é preciso cautela
“A ausência de febre destacada ontem no boletim sobre o estado do papa é um sinal positivo. O Santo Padre está parado e isso nos dá esperança. No entanto, devemos considerar a sua idade, 88 anos, na qual sabemos que há uma maior fragilidade e também as diversas comorbidades que podem não jogar a seu favor. Temos que ser otimistas, mas com a cautela que temos com os idosos”, disse o infectologista Massimo Andreoni, diretor científico da Sociedade Italiana de Doenças Infecciosas e Tropicais (Simit).
“As análises microbiológicas levaram ao isolamento dos germes responsáveis pela infecção respiratória e isso certamente levou a uma terapia medicamentosa intravenosa direcionada e mais eficaz”, concluiu.
Com informações do The Guardian e do Corriere della Sera,
Fonte: Metrópoles