Em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, nesta terça-feira (31/3). Segundo o Kremlin, os dois líderes expressaram preocupação com a deterioração contínua da situação político-militar na região.
De acordo com o comunicado oficial, ambos destacaram o aumento das perdas civis e a destruição de infraestruturas estratégicas, como instalações energéticas e industriais. Durante a conversa, houve convergência sobre a necessidade urgente de interromper as hostilidades.
“Foi enfatizada a importância de uma rápida cessação das hostilidades e da intensificação dos esforços políticos e diplomáticos para uma solução pacífica”, informou o Kremlin.
Os presidentes também enfatizaram a importância de intensificar os esforços diplomáticos para alcançar uma solução pacífica para o conflito.
Guerra no Oriente Médio reposiciona Putin
- O conflito acaba gerando efeitos colaterais que, em certa medida, favorecem o presidente russo, Vladimir Putin.
- O líder, que vinha enfrentando um cenário de pressão econômica e relativo isolamento internacional, encontra uma janela de oportunidade em meio à instabilidade global.
- O petróleo, principal ativo da Rússia, era negociado com descontos significativos para garantir compradores, frequentemente abaixo dos preços internacionais. Com a escalada das tensões no Oriente Médio e o impacto sobre o Estreito de Ormuz, o mercado internacional voltou a direcionar atenção ao petróleo russo.
- Esse novo contexto tende a beneficiar Moscou ao elevar a demanda e melhorar as condições de negociação do produto, abrindo espaço para aumento de receitas.
Nova manobra
Também nesta terça-feira, China e Paquistão apresentaram uma proposta conjunta de cinco pontos para um cessar-fogo no conflito, que envolve diretamente Estados Unidos, Israel e Irã.
O plano prevê a interrupção imediata das hostilidades, abertura de negociações de paz e garantia da segurança de civis e rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
Fonte: Metrópoles

