Nesta terça-feira (31), a Polícia Civil do Amapá ouviu o empresário Fábio Mendes, de 44 anos, que ficou 5 dias sumido após supostamente ter sido vítima de sequestro.
Segundo o delegado Wellington Ferraz, a vítima disse durante a oitiva que teve quase R$ 20 mil roubados e que sofreu agressões num cativeiro.
Ainda segundo o delegado, o homem não lembrava de detalhes importantes para esclarecer o caso.
“Em alguns momentos ele fica um pouco confuso sobre o que aconteceu, a ponto de dizer que foi levado para uma determinada residência, que ele não faz ideia de onde seja porque estava encapuzado, mas era numa área rural, e que por fim levaram ele para uma área de mata, os criminosos começaram a discutir e ele aproveitou e fugiu”, disse Ferraz.
Fábio foi encontrado no sábado (28), em uma lanchonete no bairro Santa Rita após uma moradora o reconhecer e acionar a polícia.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), ele estava desorientado com dores nos pés por ter caminhado em área de mata e desidratado.
Sobre o dia do aparecimento, o empresário disse que não sabe explicar como chegou até a lanchonete onde foi encontrado.
Roubo do dinheiro
Mendes disse no depoimento que estava com R$ 20 mil em espécie no carro que seriam usados paa o pagamento de uma dívida.
“Ele disse que vinha pelo quilômetro 9 e percebeu que tinha uma moto e dois veículos acompanhando o carro dele, momento em que a moto teria encostado, apontaram uma arma e ele teria sido rendido, encapuzado e levado para um ambiente confinado que, acredita ele, seria um container”, detalhou o delegado.
O empresário diz ter sido torturado em cativeiro por asfixia com sacos, pois os bandidos exigiam a senha dos cartões bancários.
“Ele liberou uma senha do cartão do banco que eles (bandidos) estavam atrás. Mas ele falou que não tinha dinheiro valores na conta. Ele foi mantido lá por um tempo, depois levaram ele para outro local no porta malas do carro, pra uma casa, ele não sabe precisar. Entra em contradição, por estar, talvez, muito confuso ainda”, acrescentou o delegado.
O caso continuará a ser investigado e outras pessoas serão ouvidas para confirmar o que de fato aconteceu.