Essa pérola, dita por John Kerry, enviado especial do Governo dos Estados Unidos da América (USA), para tratar sobre a problemática do aquecimento global, ao afirmar que a “Amazônia é de Todos”, mas quando foi a hora de abrir o bolso, para dividir alguns “Dólares dos Yankees”, ensaiou um discurso de “Pirâmide de Quéops”: silêncio e altura.
Entendo que a Ministra Marina Silva não tem habilidades para defender os valores culturais e riquezas da Amazônia. Como representante do nosso Estado Nação, o Presidente Lula tem essa condição, mas precisa, urgentemente, ouvir as sociedades locais e o capital social da Amazônia, somente depois disso deverá procurar novos parceiros bilaterais que respeitam o Brasil como Estado Soberana. Segue uma relação não acabada para iniciar: Japão, China, Mundo Árabe, Israel, Rússia, entre outros, pois como se fala lá no sofrido Nordeste, dessa “moita do Tio Sun”, não sai coelho.
Veja, que nos debates acadêmicos das grandes e renomadas universidades americanas, se você falar em transformar 30 milhões de hectares em florestas partindo das áreas de pecuária e grãos, você é candidato a ser declarado louco ou ser preso “por justa causa”, pois lá o lema é: “Farms here forest there” – florestas lá (no resto do mundo) fazendas aqui (nos USA). Pensam que somos Mané, não é Ministra Marina Silva!.
Há três coisas, que nós humanos adoramos opinar, mesmo distante dos ensinamentos teleológicos, e quase sempre nos manifestamos com árdua convicção e sabedoria popular: política, religião e futebol. De forma silenciosa e discreta, os Norte Americanos que são grandes comerciantes e habilidosos políticos e destruidores de Estados, propagam que elementos culturais planetários, liberdade, igualdade, entre outros, são símbolos valorosos que revelam uma apologia de liberdade e, principalmente, propagam a ideia de que votar é suficiente para manter a democracia. Em verdade, ante o poder dos “Gringos”, somos “repúblicas de mamulengos”.
Não é tarde para lembrar que o Presidente Joe Biden já enviou mais de dois bilhões de dólares para destruir blindados aviões em instalações soviéticas, porém para a Amazonia “nenhum pen de dólar até agora chegou para defesa da grande floresta.
É ululante que quase todos os países da Europa, decantam a importância da preservação da Amazônia, enquanto metade da população da Terra (China, Índia, Paquistão e Rússia) não tocam nesse assunto. Outra coisa interessante é que o México faz da sua vida e territorialidade que bem quer, o Canadá concorda com todas as teses “Climaticídeos” desde que não mexam na sua indústria mineral, agroindústria, indústria de madeira e pesca. E os americanos são simples assim: “Farms here forest there” – florestas lá (no resto do mundo) fazendas aqui (nos USA).
Os americanos como mestres Jedi tornam-se novos senhores do mercado ecológico, pois, já descobriram que o “Aquecimento Global”, não é para se combater, mas sim para se ganhar muito dinheiro. Eles têm uma nova Hollywood Climática. Vão ganhar trilhões de dólares com ficção e histórias bem contadas do terror climático planetário.
Os USA não firmaram nenhum acordo, mas deixaram todos se filiarem ao debate em busca de uma solução global, como na fábula de quem colocará o Guiso no Gato, na reunião dos ratos no “Sótão de La Fontaine”. Os “Gringos” perceberam que os dias da “Era do Petróleo” estão ficando cada vez mais curtos, e em poucas décadas, a Era dos Hidrocarbonetos, será extinta pela pressão dos “Climaticídeos”, com sua nova e acelerada revolução da energia verde descontrolada, deixando o Petróleo no passado e nos projetando para um futuro alicerçado em incertezas e ameaças de apagões de energia.
A forte indústria petrolífera ainda fornecerá muito gás, nitrogenados e novos produtos nas áreas de embalagens, infraestrutura e outros derivados. O núcleo desse “Papo Econômico Aquecimentista” cinze em proteger, como reserva de mercado das grandes potências, as grandes jazidas de minerais estratégicos dentro das Unidades de Conservação na Amazônia e em especial os trilhões de Dólares de bens minerais em terras raras existentes nas Áreas Patrimoniais da União onde vivem as sociedades imemoriais Indígenas, mas como mero superficiários constitucionais pois o subsolo é da União, ou seja, da Nação Brasileira.
O que mais me chamou a atenção, há uma década atrás, foi a cara-de-pau com que o Messias do Apocalipse Climático, o Sir Al Gore, conclamava a todos no mundo, menos aos reais sujeitos protagonistas desse anunciado Apocalipse climático, a mudarem suas atitudes, plantarem florestas em áreas produtivas, andar de bicicleta e metrô, reciclar o lixo, tomar menos banho de água quente, usar eletros-domésticos com menos consumo de energia e outros hábitos, sem se lembrar, os Estados Unidos, são responsáveis por mais de 30% de toda essa desgraça climática. As guerras americanas, indiretas e diretas nos últimos 100 anos, já jogaram mais CO2 na atmosfera do que todas as queimadas da Amazônia.
Se se juntar a essa ladainha apocalíptica climática, a decisão que nós, do Hemisfério Sul, temos que preservar nossas florestas, transformarmos nossos campos de agricultura e pecuária em áreas de reposição florestal, fazermos tudo para protegermos com grandes mosaicos de Unidades de Preservação, as matas originais, as nascentes e as fontes de água potável nos médios cursos de nossos rios, mesmo assim, ainda somos tratados como Estado Nacional de soberania “meia boca”. Podemos ter a Amazônia, mas não podemos explorá-la.
Mesmo que o Brasil fosse todo replantado e vivêssemos 50 anos como faquir, ainda assim, no ritmo que se segue a poluição de CO2 derivada dos Países Ricos, teremos, segundo a teoria desses Climaticídeos, os mesmos efeitos de destruição no Hemisfério Norte pelo frio e desastres climáticos e no Hemisfério Sul, onde estamos, grande parte das cidades litorâneas e áreas baixas como as grandes cidades da Amazônia (Manaus, Macapá, Belém, a ilha de Marajó inteirinha e muitos outros lugares da Amazônia e do Brasil irão desaparecer, ficar insalubre ou economicamente impossível de se urbanizar e humanizar.
O mundo sofre, há bilhões de anos, transformações geoclimáticas recorrentes. Vale lembrar, que a existência humana na face da terra e sua pegada ecológica, são recentes e datam pouco mais de 20 mil anos.
No final do ano 2000, o geógrafo Aziz Ab’Sáber, em uma entrevista a um jornalista eco xiita, respondeu a ele e a outros presentes, sobre essas aflorantes encíclicas de anunciação do fim do mundo, pelo climaticídeos: “No caso da Amazônia, principalmente na região oriental, as previsões dos cientistas, segundo o professor da USP, também estão erradas. Todos falaram que a floresta vai diminuir e ganhar cerrado. O aquecimento global não vai destruir floresta. No máximo, vai haver uma nova delimitação nos bordos da Amazônia. Novos minibiomas vão entrar, até pode ser o cerrado. É certo que vamos continuar com grandes florestas a oeste, porque o regime de chuvas não será muito alterado.”
O que mais me intriga, nessa econômica e comercial sanha climática planetária, é que ninguém quer falar da origem do problema. Temos gente demais na Biosfera (parte da Terra onde vivemos) mais de 7 bilhões de pessoas, onde 50% vivem na pobreza ou em condições de absoluta miséria. Daqui há 40 anos, seremos mais de 10 bilhões. A riqueza do mundo está quase toda concentrada nos Países ricos que não cedem, ou não desejam internacionalizar, um milímetro de seu luxo, mansões, carrões, iates e que todas essas Nações juntas, os ricos, são responsáveis por mais de 75% de toda a poluição atmosférica do Planeta Terra. São eles, agentes e causas, desse apocalipse anunciado pelos Climaticídeos. Logo, como via legal de cobrar, e não pedir pelos danos, deve-se dirigir a estas nações poluidoras com a força do direito internacional e de crimes contra a humanidade por elas perpetrados.
A via, escolhida pelo atual governo, nos remete a uma “Diplomacia Miçangueira”, enquanto essas ricas nações estão transformando a questão do “Aquecimento Global” numa nova comodities, onde apenas essas Nações passam a ganhar dinheiro enquanto os países em desenvolvimento permaneçam pobres e servindo como moedas de lastro ambiental.
Rui Barbosa, que no último dia 01/03/2023, completou 100 anos de sua morte, definiu com maestria que: “Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida”. No nosso Brasil, os ambientalistas brasileiros precisam de uma recolonização de suas almas. Precisam aprender com o abissal civilismo do Águia de Haia.
Os ambientalistas e climaticídeos brasileiros, me lembram a Orquestra do Titanic, que mesmo vendo o navio indo pro fundo continuavam tocando músicas alegres e sem platéia e povo apavorado indo para a morte. Eles (os climaticídeos) desejam e estão aparentemente conseguindo, dar uma Amazônia toda preservada para um mundo de nações ricas, que nos querem eternizar no cárcere da miséria.
Daqui há 30 anos, áreas como a Reserva Biológica do Lago Piratuba e a Estação Ecológica do Maracá Jipióca, só como minúsculos exemplos, estarão cobertas pelo Oceano Atlântico e servindo de pasto subaquático para peixes e camarões. Hoje, sustentavelmente, poderiam servir de Reservas Extrativistas com amplo manejo de seus insumos ambientais e faunísticos pelas sociedades locais, num grande projeto de psicultura e carcinicultura, em escalas de milhões de toneladas desses insumos alimentares importantes.
O Professor Cristóvão Buarque, em 2002, em debate em uma renomada universidade americana, foi questionado por um jovem estudante sobre o mesmo conceito da frase do John Kerry, ou seja, a Amazônia deve ser internacionalizada?. Assim, reproduzo a pergunta e a resposta desse honrado Professor e notável ex-Senador da República:
“A pergunta capciosa do jovem estudante americano, queria saber do senador sua postura, não como brasileiro, mas como humanista, sobre a internacionalização da Amazônia. E esta foi a respostado professsor Cristóvão Buarque: […] de fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma óptica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro, citou, relatando apenas o início da resposta de Buarque, que também incluiu a internacionalização o capital financeiro dos países ricos e os grandes museus do mundo, entre outros”.
A grande verdade é que as mudanças climáticas de plantão e as vindouras permitirão a transformação do Brasil no maior celeiro de alimentos e de fornecimento de insumos ambientais da história humana.
Utilizamos apenas 9 milhões de hectares para ser o maior produtor de soja do Planeta e produzir alimentos para atender mais 20% da população da Terra. O livro e o filme de Al Gore, juntamente com o trabalho do Ministério do Meio Ambiente de nosso País (Mudanças Climáticas Globais e Seus Efeitos Sobre a Biodiversidade, José A. Marengo, 2006) me trouxeram mais uma certeza a de que Deus é realmente brasileiro.
Na Amazônia, o desenvolvimento sustentado terá como grande desafio encontrar mecanismos conciliatórios que permitam um máximo de benefícios sociais para uma vida estável, com um mínimo de danos irreversíveis ao meio ambiente local e planetário. Não há meios e soluções para natureza sem que tenha trabalho para suas sociedades inscritas e circunscreventes às riquezas ambientais da Amazônia.
Não somos contra compartilharmos os nossos recursos naturais, manter e conservar nossa importância nos sistemas geoclimáticos, mas queremos essencialmente globalizar nossa realidade social e dividirmos, com a humanidade, o direito de ter uma verdadeira cidadania planetária. Não se pode ter a Amazônia como Colônia Ambiental Planetária, reserva de riquezas e comodities, sem nos ter a todos inclusos a esse pacote. Não há como nos descolonizar de nossa própria existência, riquezas e história.
Até a incorporação pela Rússia, de parte da Ucrânia, o Brasil e a grande mídia só tinham olhos para desmatamento, mercúrio e garimpos da Amazônia. Agora o maniqueísmo Baden x Putin, marcam um dualismo hipócrita e vazio, que emoldura uma nova modalidade de Guerra Planetária, não mais marcada por armas que matam pessoas, mas por atos das megacorporações econômicas que num segundo apenas, empobrecem Nações…e, pela fome, produzem o extermínio de dezenas de milhões de humanos. O mercado financeiro será o Grande Armagedon dessa guerra invisível que se alimenta nessa nebulosa do extermínio das verdades – pelos climaticídeos venenosos da “HOTESFERA”.
Viva o Aquecimento Global, vamos transformar os 30 milhões de hectares de áreas degradados em campos de produção de Grãos e florestas produtivas. Temos que aprender a ser comerciantes como os Gringos e ponto F$NAL.
MSc. ANTONIO FEIJÃO
Geólogo e Advogado
John Kerry “Amazônia é de Todos”
