O Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) concedeu habeas corpus, por unanimidade, e liberou nesta quinta-feira (15), o delegado Sidney Leite, preso pela Polícia Federal na operação Queda da Bastilha, em setembro deste ano. Detido há cerca de três meses no Centro de Custódia, no bairro Zerão, na zona sul de Macapá, ele responde pelos crimes de pertinência a organização criminosa e exploração de prestígio.
Em nota, o advogado de defesa do réu, Constantino Brahuna Jr., reforça que “vem incansavelmente demonstrando que Sidney nada mais fazia que desempenhar suas funções como delegado de polícia civil recordista na apreensão de entorpecentes no estado do Amapá. As acusações foram todas rechaçadas e a liberdade deferida, fazendo prevalecer a verdade e o instinto de justiça”.
De acordo com o Ministério Público do Amapá (MP-AP), o ex-titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) tinha uma relação próxima com o traficante e líder de facção, Ryan Menezes, conhecido como “Tio Chico”, que à época, estava preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O detento foi recambiado no dia 23 de setembro para o presídio federal do Rio Grande do Norte.
Na investigação, a polícia encontrou conversas entre o então delegado e o detento, em que Leite prometia um apartamento e carro blindado para Ryan morar assim que saísse do presídio. Ele também teria dito que falaria com um juiz em favor de outro traficante, que aguardava habeas corpus. Nesse caso, Ryan disse que poderia pagar R$ 30 mil.
A defesa de Sidney Leite declarou que o traficante era na verdade um informante. Leite foi preso preventivamente em 14 de setembro em plena campanha como candidato a deputado estadual. Ele obteve 91 votos.
A Operação Queda da Bastilha investiga uma organização criminosa responsável por diversos crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro dentro e fora do Iapen.

