Uma inspeção judicial da 6ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá a uma propriedade rural que estava em litígio terminou em uma inusitada conciliação entre as partes realizada dentro da floresta, numa área que fica as margens do rio Pedreira, na localidade de Bonito da Pedreira, no distrito de Santo Antônio da Pedreira.
De posse de um contrato de compra e venda, o autor do processo pedia à Justiça o reconhecimento da posse de parte de um terreno, que já estava ocupado por uma plantação agrícola.
A princípio, o juiz Paulo Madeira foi até a regiãol de difícil acesso para verificar qual era a real situação do terreno, para que pudesse decidir sobre a posse da área. Ele foi companhado de policiais militares, servidores, autores da ação, advogados e do defensor público, Márcio Peixoto.
“Depois de horas fazendo averiguação do local e ouvindo as partes envolvidas, resolveram realizar o acordo no meio da floresta, com a mediação do magistrado. O resultado foi um sucesso”, comemorou o servidor da Justiça, Célio Farias, que fez os registros em áudio, vídeos e fotos da inspeção.
Em comum acordo, foi reconhecida a propriedade como sendo da parte autora do processo, que concordou em ceder três metros da área onde se encontra a plantação agrícola do réu, que poderá realizar a colheita independentemente da fixação de cerca, no tempo adequado da maturação de sua lavoura até março de 2023.
O acordo celebrado pelas partes foi devidamente homologado pelo juiz Paulo Madeira, sem custas ou honorários “em homenagem à conciliação”, disse.

