A nutricionista Letícia Kenya Kemmer Staut Ferreira, e o policial penal Dorinelson Santos Picanço, foram condenados a pouco mais de 9 e 11 anos de prisão em regime fechado, respectivamente, por facilitar a entrada de 11 quilos de drogas, 48 celulares, um revólver e 66 munições no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) em fevereiro deste ano.
A sentença é do juiz Diego Moura de Araújo e foi publicada na segunda-feira (19). O processo inclui ainda o detento Rafael Mendonça Góes, que também era investigado no esquema, mas morreu em setembro, antes de ser julgado. Ele e a nutricionista foram presos em flagrante e mantinham um “relação próxima”, segundo o processo.
Letícia exercia a função de gerente da cozinha, contratada por uma empresa terceirizada que presta serviço ao Iapen. Ela foi condenada a 9 anos e 3 meses de reclusão e a 1 ano e 4 meses de detenção. A nutricionista esta solta e poderá recorrer da sentença em liberdade.
Já Dorinelson Picanço foi condenado a 11 anos e 3 meses de reclusão e 2 anos e 20 dias de detenção, por deixar a guarita de segurança livre para a chegada da caixa com o material. Ele também mantinha conversas com a nutricionista e com presos e era conhecido dentro do Iapen por facilitar a entrada de ilícitos. Preso preventivamente, deve permanecer detido. A Justiça determinou ainda o desligamento dele do cargo público de policial penal.

