A operação “lava jato”, com suas barbaridades procedimentais, agrediu o Estado Democrático de Direito tendo como braço de apoio o TRF-4 e vários meios de comunicação, sobretudo a Rede Globo, que transformou os dois principais meliantes em heróis nacionais. O esquema era tão bem organizado, que possuía uma estrutura de órgãos que trabalhavam em sintonia para atingir os propósitos escusos. Toda essa empreitada valeu o impeachment de uma presidente, várias prisões, inclusive a do atual presidente, a eleição de um presidente, de vários parlamentares adoradores da barbárie, e angariou dois cargos políticos para seus principais protagonistas, isso no plano político. No plano econômico, o setor da construção civil e naval, e as vantagens competitivas da Petrobras foram para o buraco, produzindo uma crise sem precedentes no estado brasileiro a mando, segundo revelam as fontes, do capital internacional. Esse estrago não pode ficar impune.
As cenas de tortura perpetradas na operação “lava jato” narradas em livros e nos depoimentos comoventes de suas vítimas são de estarrecer os corações mais duros. O protagonismo de Deltan Dallagnol revela uma personalidade voltada para a prática dos mais hediondos atos criminosos com a frieza de um serial killer. Deltan Dallagnol, ex-deputado federal cassado, tinha contatos em todas instâncias judiciárias onde a “lava jato” tinha interesses. Moro era o verdadeiro Poderoso Chefão que tudo coordenava com precisão e crueldade de um gangster-mor. Nenhum detalhe para o sucesso da empreitada criminosa era esquecido. Os braços da organização criminosa nos meios de comunicação funcionavam com uma coordenação e inteligência de impressionar. Tudo isso nas barbas da Procuradoria Geral da República e do Supremo Tribunal Federal que, agora, com as evidências postas, começam uma reação ainda tímida para o tamanho da barbaridade.
O jurista Lênio Streck, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay) e o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, só para citar alguns expoentes, sempre combateram o que denominaram de “lavajatismo”, consistente numa organização criminosa que mirava suas vítimas de acordo com sua importância no cenário político e econômico, utilizando o sistema de justiça para tanto. Cristiano Zanin, advogado do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também denunciou a “lava jato” como uma organização criminosa que praticava abertamente o lawfare, fazendo inclusive denúncias nos tribunais internacionais. A hora é agora de passar a limpo a “lava jato”, conhecida como o Primeiro Comando de Curitiba (PCC), que chegou a abrir filiais em São Paulo e Rio de Janeiro para ampliar seus “negócios”. Este é o momento de combater o que eles diziam e fingiam que combatiam, a corrupção, agora deles, da famigerada “lava jato”, do Primeiro Comando de Curitiba.