Eu Leminski lendo, absorta, viagens por imagens soltas,
memórias e lembranças das salas da UFPR.
Leminski poeta, ainda não era premiado, mas gênio reconhecido,
professores entusiastas de sua presença debochada,
um ar andante, arrogante ou provocante de vanguarda ou de anarquia,
conseguiu, não obstante, absorver o sentimento das gentes.
Aquelas que por ele não tinham empatia ou sensibilidade para poetar
e desferiu em palavras uma rajada trovejante, que inunda ou goteja,
dependendo do humor do dia, os trilhos dos maltrapilhos,
dos esfomeados e dos desempregados, mas não somente.
Faz eco e faz cair tormentas sobre os indecentes ou criminosos
sociais e políticos etecetera e tal – os miseráveis de alma:
“a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto”.
Ah, tal desejo emerge também no pranto dos sonhos destruídos, do adeus,
dos desencantos e desenganos dos amores corroídos.
Leminski, estou aqui, aquela que lhe classificou como estranho e obtuso, como convinha a uma jovem caloura da Literatura, a observar o “andar da carruagem” já sem rodas e posso lhe dizer:
Não há decreto para derreter o concreto da sensibilidade e compaixão perdida.
Resta a nós cavar com gana de minerador bem fundo em nossos corações e mentes
na Esperança de fazer jorrar o Amor lá encalacrado – síntese de humanidade.
memórias e lembranças das salas da UFPR.
Leminski poeta, ainda não era premiado, mas gênio reconhecido,
professores entusiastas de sua presença debochada,
um ar andante, arrogante ou provocante de vanguarda ou de anarquia,
conseguiu, não obstante, absorver o sentimento das gentes.
Aquelas que por ele não tinham empatia ou sensibilidade para poetar
e desferiu em palavras uma rajada trovejante, que inunda ou goteja,
dependendo do humor do dia, os trilhos dos maltrapilhos,
dos esfomeados e dos desempregados, mas não somente.
Faz eco e faz cair tormentas sobre os indecentes ou criminosos
sociais e políticos etecetera e tal – os miseráveis de alma:
“a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto”.
Ah, tal desejo emerge também no pranto dos sonhos destruídos, do adeus,
dos desencantos e desenganos dos amores corroídos.
Leminski, estou aqui, aquela que lhe classificou como estranho e obtuso, como convinha a uma jovem caloura da Literatura, a observar o “andar da carruagem” já sem rodas e posso lhe dizer:
Não há decreto para derreter o concreto da sensibilidade e compaixão perdida.
Resta a nós cavar com gana de minerador bem fundo em nossos corações e mentes
na Esperança de fazer jorrar o Amor lá encalacrado – síntese de humanidade.